Estou com um tesouro. E agora?


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Um homem encontra algo precioso num campo. Extremamente feliz, esconde esse algo precioso de volta no lugar para adquirir logo o campo (que não era seu até então), e ficar com esse tesouro que o deixou tão feliz. Um outro homem recebe algo precioso de seu chefe. Extremamente medroso, esconde esse algo precioso na terra e o ignora até que possa devolver ao seu senhor sem lucro algum, é chamado de mau e preguiçoso e jogado nas trevas.
As duas narrativas se encontram no evangelho de São Mateus. A primeira, do reino comparado a um tesouro escondido, está em Mt 13,44. A segunda, da parábola dos talentos, em Mt 25, 14-30. Ambas descrevem homens em posse de preciosidades.
E assim como eles, o bom Deus também nos confia preciosidades. Recebemos por primeiro o Reino através da salvação que Jesus nos deu por Graça. Mas também recebemos dons para servirmos aos outros como felizes herdeiros do Reino. Recebemos a fé, recebemos oportunidades de amar, quer seja na família, no trabalho, escola, faculdade, paróquia, comunidade... Tudo recebemos de Deus, e não é assim que desejamos que seja? Tudo receber do bom Deus, assim como Santa Teresinha dizia... E antes de nos perguntarmos o que temos feito daquilo que nos foi dado e confiado, precisamos nos perguntar com que atitude temos recebido tudo aquilo que nos foi dado por Deus. Com extrema alegria ou com medo? “Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12, 32)
Aquele que recebeu um tesouro com medo enterrou-o para deixá-lo esquecido. O medo o travou. O homem queria ignorar a existência daquele tesouro de alguma forma por ter medo do que fazer com ele. Aquele que recebeu o tesouro com alegria enterrou-o para guardá-lo e livrá-lo do perigo de ser tomado. Estava cuidando até que pudesse legalmente usufruir, e a partir dele dar frutos.
Então, tenho recebido com extrema alegria ou com medo? Tenho cuidado ou tentado ignorar? Que possamos lançar fora o medo, e na certeza de que “no amor não há temor” (I Jo 4,18) que amemos a Deus, e nesse amor venhamos a multiplicar aquilo que recebemos.

Confiar e sondar

Mas, como Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, falamos, não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda os nossos corações.” (1Ts 2, 4). Essas palavras de São Paulo, tão simples, comunicam aos nossos corações grande amor da parte de Nosso Senhor. Partilharemos um pouco, pensando em duas palavras utilizadas pelo apóstolo: confiar e sondar.
Resultado de imagem para confiar em deusPrimeiro, falaremos de confiar. Nos diversos dicionários online que encontramos, o ato de confiar é definido como: ter fé, incumbir a alguém uma missão, entregar algo aos cuidados de quem se confia, sem medo ou receio de algum dano, acreditar. Eu e você, ao longo das nossas vidas, vamos confiando e também ganhando a confiança das pessoas que nos cercam, de nossos familiares, amigos... Na nossa vida com Deus, somos chamados a viver essa atitude de confiar nEle, de viver a entrega sem reservas e sem medo, de confiar em Seu cuidado com a gente e também com os que nós amamos. Sendo Ele Deus – e por isso, absoluto – e nós humanos – e por isso, pequenos, relativos –, o ato de confiar em Deus é quase que lógico. Tal como acontece com uma criança e o pai: a criança, que é pequena, pode se lançar com confiança nos braços de seu pai, que é grande. Para nós, isso segue uma lógica. No entanto, o que São Paulo nos diz neste pequeno versículo é que Deus, sendo grande, absoluto, confia a Sua Palavra, o Seu Evangelho, a nós. Sendo Ele o Verbo (cf. Jo 1, 1), Ele próprio se confia a nós. Deus se confia a nós! O Verbo se entrega a nós. Por vezes, olhando para nós, o mundo pode não enxergar alguém que inspira confiança para desempenhar algo tão grandioso. E até mesmo nós podemos nos olhar dessa forma, o que pode fazer com que nós nos empenhemos em ser o que não somos, assumir uma grandeza que não é nossa verdade, com o pensamento de que, na nossa pequenez, não seremos capazes de responder ao chamado do Senhor. No entanto, o Bom Deus, olhando a nossa pequenez, se agrada dela e nos acha dignos de confiar-se a nós.
Assim aconteceu com Davi, quando enfrentou Golias: todos acharam que ele não conseguiria, porque era pequeno. Esse pensamento traduz uma falta de confiança do rei Saul e do povo, pois eles não acreditaram que a pequenez de Davi não era impedimento para o cumprimento da sua missão naquele momento. O Ser Pequeno Jovem¹ vai nos dizer, a respeito desse momento de Davi que “ainda assim, não tendo outro para lutar, Saul tomou sua própria armadura e a colocou sobre Davi, indicando uma insistência em fazer o jovem aparentar ser aquilo que não era. Apontando uma não aceitação para com a realidade de quem lutaria em defesa do Meu povo era apenas um jovem pastorzinho.” (Ser Pequeno Jovem, p. 36). E aqui entramos na segunda palavra: sondar. Essa palavra é definida como conhecer minuciosamente, mergulhar no conhecimento de algo. Ou seja: o Senhor nos conhece minuciosamente, até o profundo do nosso ser. Ele sabe tudo de nós, conhece perfeitamente a nossa pequenez e, mesmo assim, lança a nós o Seu chamado de amor, nos confia o Seu Evangelho. Para responder a isso, não precisamos nos revestir de uma grandeza que provém de nossas próprias forças. Pelo contrário: o Senhor confia-se a nós porque somos pequenos. Foi a nossa pequenez que atraiu o Seu amor.

Ele nos conhece e se confia a nós. Isso é graça! Presente amoroso de Nosso Senhor, que não se cansa de provar o Seu amor por nós! Então, sabendo que o Senhor nos conhece profundamente e nos confia o Seu Evangelho, que Ele nos chama, que nós possamos nos despojar de tudo aquilo que não é a nossa verdade, a nossa pequenez. Que não nos esforcemos para sermos grandes, mas, com o coração cheio de gratidão por tamanha graça, respondamos ao Senhor que nos chama, contando com a Sua graça e com ela colaborando para viver uma vida digna de Deus, que nos chama ao Seu Reino e à Sua glória (cf. 1Ts 2, 12). Mas, não somente isso: que possamos, como São Paulo, em meio as lutas, anunciar com ousadia e confiados em Nosso Deus (cf. 1Ts 2, 2) o Verbo, o Cristo, a Palavra que deu sentido e alegria às nossas vidas, a outros pequenos herdeiros.


1 - Ser Pequeno Jovem - Escrito da Comunidade Católica Pequeno Rebanho, com enfoque maior no público jovem ,mas não exclusivamente,pois trata-se de um itinerário de santidade, que nos tempos de hoje se faz tão necessário e eficaz. Através de uma escrita simples, com reflexões das sagradas escrituras somos direcionados e formados na vivência de outros pequenos jovens,que tiveram suas vidas transformadas ao se deixarem conduzir pela Palavra de Deus.
Maiores informações sobre o livro, envie aqui nos comentários desse texto ou pelo nosso facebook : https://www.facebook.com/comunidadecatolicapequenorebanho



Homem e mulher Ele os criou

Resultado de imagem para familia projeto de deusHoje em dia parece que há ainda mais confusão sobre o que significa ser homem e mulher. Nossa criação como tal e o chamado para que dois se tornem uma só carne não são meramente uma metáfora para o relacionamento de Cristo conosco. Como São João Paulo II afirmou, é o caminho fundamental no qual o mistério de amor eterno se torna visível a nós (ver TDC 19:4, 95b:6). Como Papa Francisco menciona, “No mais profundo do evangelho está a vida em comunidade” (Evangelli Gaudium, 177), e a comunidade humana de base é aquela do homem e mulher em uma só carne.
Talvez seja por isso que a sexualidade, o matrimônio e a família estejam sob um ataque tão violento hoje. Talvez por trás de tudo haja um inimigo que deseja nos impedir de compreender e adentrar o “mais profundo do evangelho”. Talvez haja um inimigo apontando todos os seus dardos ao fundamento da vida humana, da Igreja, e da civilização em si.
Reengenheiros sociais não gostam desse fato, mas quando deixamos os dados falarem, é muito claro: a civilização depende da família – isto é, da união comprometida entre um homem e uma mulher e a sua descendência naturalmente resultante. Contudo, a vida familiar desse tipo só é possível na medida em que aceitamos o projeto muitas vezes difícil de civilizar os nossos desejos sexuais, orientando-os à valorização da dignidade da pessoa humana, à verdade do amor altruísta, e à grandeza da procriação.
        Quando a satisfação do desejo sexual se torna um fim em si mesmo, a sociedade se torna utilitária. Você é valorizado se é útil. E, nesse caso, você é útil se você é sexualmente estimulante. Se você não é, ou se você ficar no caminho do meu prazer, você será ignorado, descartado, talvez até exterminado. Quando o prazer é o objetivo principal do sexo, as pessoas se tornam os meios, e os filhos se tornam obstáculos. Então ficamos com o prazer e matamos nossa descendência – e qualquer coisa que se ponha no caminho do meu “direito” de exercer a libido (da maneira que eu quiser e sem consequência ou responsabilidade) é considerada uma maldição.
Essa não é uma previsão severa de um futuro apocalíptico. Isso é o mundo em que vivemos agora. Se não recuperarmos a sensatez, somente podemos esperar caos e colapso social. Porém embora uma abordagem egoísta à sexualidade signifique degradação social, por outro lado, a sexualidade desinteressada e generosa é expressa na família (em inglês a palavra FAMÍLIA forma um acrônimo criado pelo Padre Stan Fortuna: F.A.M.I.L.Y.—Forget About Me, I Love You, ou seja, “esqueça de mim, eu te amo”).
Há dois mil anos atrás, a primeira evangelização transformou a civilização ao apresentar uma alternativa à sexualidade egoísta e, conseqüentemente, para seu resultado inevitável de infanticídio e colapso cultural. Ao seguir o exemplo de Cristo de amor desinteressado – “Maridos, amem suas esposas como Cristo amou a Igreja” (Ef 5, 25) – os primeiros cristãos transformaram o mundo sendo testemunhas do verdadeiro significado da sexualidade, do matrimônio e da família. Nós podemos e devemos fazer o mesmo na nova evangelização.
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Traduzido do texto de *Christopher West disponível em http://chastityproject.com/2015/04/male-female-created/

*Christopher West é mundialmente conhecido pelo seu trabalho com a Teologia do Corpo de São João Paulo II.

Perdoar de todo coração

Resultado de imagem para perdao “Assim tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo coração” ( Mt 18 , 35)

O trecho em epígrafe encerra a parábola do servo cruel (Mt 18, 23-35), em que Jesus compara o Reino dos céus a um rei que deseja ajustar contas com seus servos. Um deles devia uma fortuna imperial, uma soma vultuosa, sem ter como pagar o rei manda prendê-lo , no entanto esse servo prostra-se por terra e pede um prazo para quitar a dívida : “Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida”.  (Mt 18, 27).
Prestemos atenção no que aconteceu com esse servo, ele tinha uma dívida praticamente impossível de quitar, ele apenas pede um prazo e o rei o liberta da dívida. A figura do rei é o próprio Cristo, por conta do pecado devíamos a Deus uma soma incalculável, mas o Senhor se compadeceu de nós e quitou nossa dívida, nos fez livres, ele nos perdoou de todo coração. Nós porém, tal como o servo dessa parábola, ao invés de libertarmos nossos irmãos com o perdão, preferimos aprisioná-los (Mt 18,28-30).
Rezamos na oração que o senhor nos ensinou: “perdoai-nos as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos ofendeu”. Deus me perdoa muito, de maneira abundante e eu tenho que fazer o mesmo com os meus irmãos, à medida que perdoo sou perdoado por Deus, preciso perdoar de todo coração, sem reservas, tal como Jesus na cruz, à maneira concreta de amar a Deus é amar meus irmãos, afinal: “Porque aquele que não ama seu irmão a quem vê, é incapaz de amar a Deus a quem não vê (1 Jo 4, 20).
Deus é sempre misericordioso conosco está sempre disposto a perdoar aquele que se arrepende, por isso que nós em resposta a esse amor imenso de Deus, contando com a ação de Seu Espírito, tenhamos um coração mais misericordioso, pronto a libertar nossos irmãos com a graça do perdão.

Amizade com Jesus


Resultado de imagem para amizade com Jesus        Uma amizade acontece quando duas pessoas dedicam tempo em conhecer um ao outro. Com isso, a intimidade cresce a tal ponto que, pelo olhar, pelas expressões, um já consegue imaginar o que o outro está pensando,torna-se algo natural. Eu e você fomos criados para conhecer e amar a Deus, pra viver com Ele um relacionamento que ultrapassa a profundidade de intimidade que existe em uma amizade humana. Mas, como chegar a essa intimidade, a essa amizade natural com Deus?
A Palavra de Deus nos diz: “Cortai, pois, o prepúcio de vosso coração, e cessai de endurecer vossa cerviz.” (Dt 10, 16). Na edição da Bíblia Ave Maria, a respeito deste versículo, é dito que, no sentido figurado, ele significa: “arrancai o que impede a função normal de vosso coração, que é compreender a Palavra do Senhor”. Ou seja, eu e você temos na natureza do nosso ser, é algo natural, assim como é natural para os olhos enxergar, a compreensão da Palavra de Deus. Logo, ouvir a Palavra de Deus, compreendê-la e através dela viver essa amizade com a Pessoa de Jesus, que é a Palavra encarnada, é algo natural de nossa humanidade. No entanto, nós temos essa “miopia” no coração, que nos atrapalha na vivência da Palavra de Deus, ela se manifesta quando não conseguimos compreender a Deus, porque queremos contar apenas com nossas próprios esforços em vez de contar com o Espírito Santo de Deus, quando deixamos que outras palavras tenham acesso ao nosso coração, ou ao não dedicarmos nosso tempo na escuta , na leitura orante da Palavra porque assim como em uma amizade, precisamos investir tempo para crescer em conhecimento e amor e assim se lançar cada dia mais na confiança em Deus.

 Que possamos hoje movidos pelo Espírito Santo identificar tudo aquilo que impede que a Palavra de Vida seja semeada no nosso coração, lutemos para que nossos medos, nossa preguiça, nossa presunção, não nos impeça de chegar a tão grande e preciosa amizade: a amizade com Jesus Palavra, o Verbo que se encarnou, se fez pequeno, para nossa salvação.

Ofertar o Nada.


"Mas – disseram eles - nós não temos mais que cinco pães e dois peixes. Trazei-mos – disse-lhes ele”. (Mt 14, 17-18). 

O trecho acima está no relato do evangelista Mateus sobre o milagre da multiplicação dos pães (Mt 14, 13-21). Jesus após receber a notícia da morte de João Batista parte de barca a um lugar deserto, o povo sabendo disso dirigiu-se em grande quantidade a pé para onde estava Jesus e Ele se compadeceu dessa multidão e curou seus doentes.
Os discípulos preocupados com aquele povo pedem para que Jesus os despeça para que possam comprar alimento, já era tarde e o lugar em que estavam era deserto. A essa justa preocupação dos discípulos Jesus responde: “Não é necessário: dai-lhe vós mesmo de comer”. (Mt 14,16).
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A esse pedido de Jesus, a essa provocação, os discípulos respondem o texto destacado no inicio, o que eles tinham não era suficiente, era praticamente nada e é desse nada ofertado pelos discípulos, cinco pães e dois peixes, que Jesus sacia uma multidão de cinco mil homens sem contar mulheres e crianças e ainda sobram doze cestos cheios.Esse é o nosso Deus, ele faz milagres, realiza o impossível, mas ainda sim quer contar com a nossa ínfima oferta, deseja que saiamos de nós mesmos para ir ao encontro das necessidades dos outros. 

Podemos ter uma certeza: o que temos nunca será o suficiente para saciar nem ao menos uma pessoa. Somos pequenos demais, por mais sacrifícios e entregas que já tenhamos feito perto do sacrifício de Jesus na cruz, tudo o que já realizamos é nada. No entanto, é esse nada que Deus nos pede, é isso que a Ele entregamos pois quem realiza o milagre é Deus nós somos apenas colaboradores, falhos instrumentos, que no pouco ofertado com o auxilio da ação divina pode saciar multidões.
Possamos então confiantes da ação de Deus, da vontade dele de contar conosco, ofertar nossos cinco pães e dois peixes. Ofertemos o nosso nada, para que Deus transforme em tudo. 

Papa: catequista não é profissão, mas vocação.

Cidade do Vaticano (RV) – Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio  Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.
No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.
Ser catequista
Em primero lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.
Com Cristo
O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.
Catequese “mistagógica”
O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.
Criatividade
E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.
O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”
O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema "Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo  Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. 
Fonte :http://br.radiovaticana.va/news/2017/07/12/papa_catequista_n%C3%A3o_%C3%A9_profiss%C3%A3o,_mas_voca%C3%A7%C3%A3o/1324551

YouCat - Sobre a liberdade



"Quem se abandona totalmente nas mãos de Deus não se torna fantoche de Deus, alguém conscientemente aborrecido; ele não perde a sua liberdade. Somente quem confia em Deus totalmente encontra a verdadeira liberdade, a grande e criativa vastidão da liberdade do bem." (Bento XVI)

YouCat Online - Por que motivo a Igreja exige uma vida celibatária aos bispos e presbíteros?


O celibato é a obrigação, voluntariamente aceite, de viver solteiro "por causa do Reino dos Céus" (cf. Mt 19, 12). O celibato, diz o papa Bento XVI, não pode significar "permanecer vazio no amor, mas deve significar deixar-se apaixonar por Deus". Um sacerdote, vivendo o celibato, deve ser fecundo ao representar a paternidade de Deus e de Jesus.

"Ir em missão não é fazer turismo".

Cidade do Vaticano (RV) - "Ir em missão não é fazer turismo", frisou o Papa Francisco, falando aos fiéis antes de rezar a oração do Angelus domingo (25/06) na Praça São Pedro.
Apesar do forte calor, mais de 10 mil pessoas participaram da oração mariana e ouviram a reflexão de Francisco, inspirada no cap. 10 do Evangelho de Mateus, ‘Não tenhais medo daqueles que matam o corpo’.
Levar em conta insucessos e perseguições
“Ser enviado por Jesus em missão não é garantia de sucesso e tampouco protege de fracassos e sofrimentos. É preciso levar em consideração a possibilidade de rejeições e perseguições. Isto assusta um pouco, mas é a verdade!”.
Assim como Cristo – explicou o Papa – foi perseguido pelos homens, conheceu a rejeição, o abandono e a morte na Cruz,  devemos nos lembrar que nenhuma missão cristã é sinal de tranquilidade, mas entrever uma oportunidade:
Ver nas dificuldades uma ocasião
“Dificuldades e tribulações fazem parte da obra de evangelização e nós somos chamados a encontrar nelas a ocasião para verificar a autenticidade de nossa fé e de nossa relação com Jesus”.
Enfim, “no testemunho de fé não contam os sucessos, mas a fidelidade a Cristo”, reiterou, exortando:
Jesus nos assiste sempre
“Não tenham medo de quem os ofende ou maltrata, de quem os ignora, ou de quem ‘pela frente’ os honra, mas ‘pelas costas’ combate o Evangelho. Há muita gente assim”, completou.
A assim como Jesus, que tranquilizou os discípulos três vezes dizendo ‘Não tenham medo’, Francisco afirmou que “nas dificuldades do testemunho cristão do mundo, nunca somos esquecidos, mas sempre assistidos pela solicitude atenta do Pai”.
Perseguição de cristãos ainda existe 
E terminou pedindo para “rezarmos por nossos irmãos e irmãs ainda perseguidos e louvarmos a Deus porque apesar disso, continuam a testemunhar com coragem e fidelidade a sua fé. Seu exemplo nos ajuda a não hesitar em tomar posição em favor de Cristo, testemunhando-o corajosamente também no cotidiano”.   
Em seguida, Francisco concedeu a todos a sua bênção apostólica.  
Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/06/25/miss%C3%A3o_n%C3%A3o_%C3%A9_turismo;_pode_haver_fracasso_e_sofriment/1321303

YouCat Online - O que é a eterna bem-aventurança?


"O ser humano é tão grande que nada sobre a terra o pode contentar. Só quando se volta para Deus ele fica satisfeito. Tira um peixe da água, que ele não conseguirá viver. Isso é o ser humano sem Deus." (São João Maria Vianney)

Corpus Christi


A celebração da festa de Corpus Christi, é o momento em que a Igreja solenemente comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Nesta festa, o Santíssimo Sacramento sai em procissão às ruas, abençoando as nossas casas, nossas famílias, nossa cidade... Ela surgiu no século XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa de uma freira chamada Juliana de Mont Cornillon, que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual, em honra da Sagrada Eucaristia. Após uma sucessão de fatos, em 1264, 6 anos após a morte da irmã Juliana, a festa de Corpus Christi foi decretada e em 1317 a festa foi estendida a toda a Igreja, devendo ser celebrada na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Corpus Christi nos lembra de uma realidade que, por vezes, pode acabar passando por nós sem gerar nenhum tipo de “despertar”: o Senhor é Santo! A comunhão que recebemos de fato é o Corpo e o Sangue do Senhor, que é Santo! E, diante disso, somos convidados a uma reflexão: como temos nos colocado diante disso? O salmista nos diz: “Exaltai ao Senhor, nosso Deus, e prostrai-vos ante o escabelo de seus pés, porque ele é Santo.” (cf. Sl 98, 5). A nossa vida, as nossas ações, a forma como nos preparamos para receber – e como temos recebido o Corpo e o Sangue do Senhor – dizem com clareza que o Senhor é Santo? Exaltam ao Senhor? De forma muito especial, como temos vivido o zelo com a Sagrada Comunhão?


O Senhor, o Santo, deseja fazer de nós, tão pequenos e pobres, participantes da Sua santidade já aqui na terra, através da Eucaristia. Ele se dá a nós, que por vezes O recebemos sem amor, sem a preparação adequada... Sem nos darmos conta do que estamos recebendo. Sozinhos, nós não somos mesmo capazes de nos dar conta de profundidade do mistério do que ouvimos ao receber a hóstia consagrada: “Corpo de Cristo”. Peçamos auxílio ao Espírito Santo, que nos dá capacidade e nos ajuda a crescer em amor, zelo pelos mistérios de Deus. De forma concreta, que nós possamos também buscar preparar o nosso coração para a festa que iremos celebrar, através do Sacramento da Confissão, do jejum antes da Santa Missa, do recolhimento antes do início da celebração... Confiemos o nosso coração à Maria, Auxílio dos Cristãos. Ela nos ajudará a receber, não por nossos méritos, mas por graça de Deus, o Corpo e o Sangue de Cristo da melhor forma que pudermos, na pequenez de nossa humanidade. E que o nosso zelo se estenda aos outros dias das nossas vidas. O Senhor, em Sua bondade e amor, se dá a nós, não nos deixa sozinhos... Ele nos alimenta e torna-se para nós coluna de sustentação. Que o nosso coração, vivificado pelo Espírito Santo, corresponda ao Seu amor com o zelo devido.

YouCat Online - Conhece a Sagrada Escritura algum caminho para a felicidade?


Quem anseia pelo Reino de Deus e pela felicidade que só alcançaremos no Céu, busca na Sagrada Escritura a direção que deve seguir. As bem-aventuranças descrevem as características da vida cristã. À medida em que confiarmos nelas, seremos felizes.

SEMEANDO

VEM AÍ UM RETIRO MUITO ESPECIAL PARA OS QUE JÁ FIZERAM O SEMEAR!
Isso mesmo, temos um encontro especial. Mas se liga, as vagas serão LIMITADAS!!!
EM BREVE, MAIS INFORMAÇÕES 





YouCat Online - Como fundamentam os cristãos a dignidade humana?



"Onde desaparece Deus, o ser humano não se torna grande; ao contrário, perde a dignidade divina, perde o esplendor de Deus no seu rosto. No fim resulta somente o produto de uma evolução cega e, como tal, pode ser usado e abusado. Foi precisamente quanto a experiência desta nossa época confirmou." (Bento XVI, 15/08/2005)

YouCat Online - Por que precisamos da fé e dos sacramentos?


No programa dessa semana vamos partilhar a pergunta de número 279: por que precisamos da fé e dos sacramentos para viver bem e autenticamente? 

Pela fé, cada um de nós descobre que é filho, filha de Deus. Necessitamos da graça de Deus para viver essa verdade, por isso precisamos dos Sacramentos. Eles nos comunicam o que a nossa fé confessa. Os Sacramentos e os dons do Espírito Santo nos tornam capazes de viver aquilo que realmente somos: imagem e semelhança de Deus, seus filhos. 

YouCat Online - Pratica a Igreja ainda hoje o exorcismo?


O exorcismo é uma oração, por força da qual a pessoa é protegida do mal ou libertada dele. Em cada celebração batismal é realizado o chamado "pequeno" exorcismo, uma oração em que o batizando é libertado do mal e fortalecido contra as forças que Jesus venceu.

Tudo ou nada?


São Paulo diz em I Cor 13,3: “... se não tiver caridade, de nada valeria!”


Meu irmão e minha irmã... Os bens, as realizações, os dons e as capacidades de nada valem sem caridade. O tudo sem amor de nada vale! O tudo sem caridade é nada! Que em tudo que você faça o amor esteja presente, não um amor qualquer, mas o amor de Deus... com esse amor, tudo vale a pena.

“Sentinela, o que acontece durante a noite?” (Isaias, 21,11).

O sentinela é um vigilante atento, que percebe os movimentos mais perigosos e avisa imediatamente àquelas pessoas que devem intervir na defesa das demais, especialmente das pessoas mais frágeis.
A vigilância é uma atitude tão recomendada nas páginas bíblicas, como demonstração direta do amor de Deus por tudo que Ele criou e salvou, que causa perplexidade e indignação o avanço perigoso e veloz das mais variadas expressões do mal no mundo de hoje.
Onde estão, diante do avanço dessa onda de maldades, os corajosos e atentos, sentinelas do bem?
A Igreja Católica, nos tempos atuais da história da humanidade, deve assumir cada vez mais a atitude do sentinela do bem e ficar mais atenta aos perigos que ameaçam o nosso país. Ao fundar a sua Igreja sobre a pedra de Pedro, Jesus insistiu inúmeras vezes, que um dos seus papéis no mundo do século XXI, seria vigiar: “Vigiai, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”
Não se identifica com a Igreja Católica, quem não se identificar com essa missão de vigilância atenciosa e corajosa!
Atualmente, existe no Brasil uma estratégia bem pensada por alguns e bem regida por outros, para que iniciativas culturais, legislativas, judiciárias, em favor da descriminalização do aborto e da manipulação ideológica das mentes infantis e jovens, tenham um raio de ação mais amplo na nossa sociedade.
Assim as correntes de pensamento e os âmbitos de decisão do nosso país, sem perceberem ou percebendo nitidamente, vão influenciando a população brasileira, para que o povo pense e decida de acordo com as ideologias destruidoras da vida e da família, da sexualidade humana, dos valores que unem as pessoas entre si. O marxismo político-partidário, a ideologia do gênero, o relativismo moral e sua destruição dos costumes, o consumismo materialista-capitalista, e tantas outras ondas de mentiras, maldades, violências, drogas, etc., atuam na noite escura da morte de Deus e da perda do sentido da vida, determinando as linhas diretrizes de ação de políticos, professores, jornalistas, novelistas, artistas, etc..
A vigilância é uma das mais expressivas provas da caridade cristã, especialmente com as pessoas mais frágeis e vulneráveis na sociedade. Não preveni-las, não protegê-las, não esclarecê-las dessas estratégias perversas, passa a ser uma das mais graves omissões presentes no seio da Igreja Católica nesses tempos últimos.
O amor à verdade e o amor ao próximo não devem estar distantes entre si. Vigiar e chamar a atenção para a presença de um ‘tsumani’ invadindo, com suas ondas enormes, viscosas e sujas a televisão brasileira, os plenários do judiciário, os espaços legislativos, as escolas e universidades, as famílias, tornaram-se para os discípulos-missionários do século XXI graves deveres de caridade cristã.
A Rede Globo de Televisão tornou-se um depósito poluído dessa sujeira moral, pois ao estar presente nos lares do povo brasileiro, derrama nele, gota a gota, por exemplo, a Ideologia do Gênero. O programa “Fantástico” nos últimos domingos e a próxima novela intitulada “A força do querer” têm como pauta essa arrasadora e malévola ideologia, que de feminismo não tem nada de autêntico.
A Ideologia do Gênero é um falso feminismo de matriz marxista, que destrói a dignidade das mulheres, tirando-lhes toda a beleza do gênio feminino, já que enquanto mulheres, esposas, mães, educadoras dos filhos, profissionais atuantes e não adversárias dos homens, elas são as verdadeiras construtoras de um mundo mais humanizado.
Com relação à novela citada, o economista Rodrigo Constantino, de forma corajosa , critica a falta de critério e de prudência cautelar dessa rede televisiva, que vendendo “a sua alma” aos ideólogos do gênero, acaba sendo a “picareta” de destruição da família, da integridade moral das crianças e jovens e, finalmente, da natural identidade sexual do ser humano.
Com muita clareza científica, esse economista, num recente artigo do seu blog, escreveu: “fazer da biologia uma tábula rasa é algo absurdo, irresponsável. Tem muito a ver, contudo, com os tempos modernos, a era das ideologias, do narcisismo sem limites, da perda de qualquer autoridade, até mesmo a da biologia”.
Dirigindo o olhar vigilante para outro lado, na penumbra de um tribunal superior, encontra-se em andamento a descriminalização do aborto até o terceiro mês, devido a uma iniciativa cruel do PSOL, um partido infectado de marxismo, que utilizando-se do anarquismo social e das ideias de Gramsci, assumiu, no vácuo da descrença popular do PT, a missão de trabalhar para o “bem da democracia brasileira”, atribuição de supina altivez e irreal.
Depois de promover em 2013 o anarquismo urbano, destruindo o patrimônio público e privado, o PSOL agora promove o anarquismo jurídico, solicitando, por meio de uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), o assassinato de uma pessoa em gestação, que seria “constitucional” se realizado até a décima segunda semana da gravidez.
Segundo esse partido “missionário do mal” em matéria de aborto, a criminalização desse ato “afeta desproporcionalmente mulheres negras e indígenas pobres, de baixa escolaridade e que vivem distantes de centros urbanos, onde os métodos para a realização do aborto são mais inseguros do que aqueles utilizados por mulheres com maior acesso à informação e poder econômico, resultando em uma grave afronta ao princípio da não discriminação”.
Será a ministra do STF Rosa Weber, mulher branca e de alto poder aquisitivo, residente numa grande cidade e com acesso total à informação, a relatora da ação protocolada em favor do aborto no último dia 8 de março pelo PSOL e o Instituto Anis.
Em outros julgamentos, essa mulher branca, rica, bem informada e bem escolarizada já deu sinais de ser a favor da descriminalização do aborto, sendo, portanto, contrária à maioria do povo brasileiro, constituído por brancos, negros, pardos, ricos e pobres, indígenas e mamelucos, imigrantes e estrangeiros com cidadania adquirida há anos e, sobretudo, por mulheres e homens que sonham com um Brasil mais justo e mais protetor dos mais frágeis, como são as crianças em gestação no seio materno.
O povo brasileiro é contra o aborto, não importa se querem discriminalizá-lo via STF ou aprová-lo via Congresso Nacional.
A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria vigiar melhor os hospitais da rede pública, para verificar se o PSOL está entrando em seus corredores e enfermarias, salas de cirurgia e ambulatórios, para se conscientizarem dos maus procedimentos médicos e sanitários, que tornam as mulheres vítimas do desrespeito de uma medicina, que não é exercida com o mínimo dos recursos necessários.
Aqui reside a verdadeira questão de saúde pública, e não a descriminalização do aborto. Caso haja uma sentença favorável do STF, só vai agravar o deficiente atendimento a nível nacional das mulheres, que continuarão sendo desrespeitadas pelos responsáveis da política de saúde do Brasil.
Finalmente o olhar vigilante dos católicos cariocas deve dirigir-se ao plenário da Câmara de Vereadores, onde os legisladores aí sediados, eleitos pelo povo carioca, devem defender os verdadeiros e necessários direitos humanos. Porém, uma mulher bem escolarizada e com um bom salário, Marielle Franco, entrou com um projeto de lei número PL 16/2017 para instituir nos hospitais municipais o “Programa de Atenção Humanizada ao Aborto Legal e Juridicamente Autorizado no Âmbito do Município do Rio de Janeiro”.
Quem não é sentinela vigilante do bem e da verdade vai acabar “filtrando mosquitos e engolindo camelos”, e entender que havendo uma lei municipal que legitima o aborto, as mulheres deverão ter essa atenção humanizada nos hospitais da rede municipal.
Nada mais contrário à realidade. Não há aborto legal, e esse programa proposto por essa vereadora é tão irreal e manipulador da inteligência do povo, pois não se deve falar de atenção humanizada para uma ação tão desumana, como é o homicídio de uma pessoa inocente e indefesa presente no útero materno.
A Exma. Sra. Marielle Franco deveria ser mais verdadeira, e dizer ao povo carioca a quem ela está servindo. Quem é que está por trás dela, de que organismo internacional ela é servente e quais são os seus compromissos ideológicos?
O primeiro ato de vigilância que deve ser realizado pelos católicos e pelas pessoas de boa vontade que queiram ser os sentinelas do bem e da verdade seria levantar a voz para gritar bem alto: “basta, chega de argumentos falsos, de iniciativas legislativas e de ações judiciárias viciadas com ideologias destruidoras e violentadoras da dignidade dos cidadãos brasileiros, sobretudo dos ainda em gestação!”.
É chegada a hora do povo brasileiro não só de ir às ruas, demonstrando civilidade e defesa do patrimônio público e privado, e protestando contra a corrupção, contra medidas políticas que prejudicarão as famílias e o emprego. Chegou a hora de sair da frente da televisão ou até desligá-la, quando ela faz proselitismo da ideologia marxista-gramscista do gênero; chegou a hora de denunciar partidos, políticos, ministros e instituições que só se interessam pela cultura da morte e não pela construção de um futuro melhor para as crianças e doentes.
“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, cantava o povo brasileiro de forma unânime, levantando a bandeira da autêntica democracia. Os sentinelas do amanhã melhor devem sair na hora certa da passividade, para que aconteça hoje e agora um ‘tsunami’ de e-mails para o STF, para a TV Globo e para a Câmara Municipal de Vereadores carioca, protestando diante de tantas arbitrariedades contra a vida humana nascente, contra a dignidade das crianças e jovens, contra a violação da Constituição Federal, fazendo novelistas, políticos e ministros descerem dos seus pedestais, onde se sentem donos da verdade e do bem e do mal, para pisarem na realidade do povo, e enxergarem, assim, as verdadeiras necessidades humanas.
Quem vigia, protege!
Quem protege de modo vigilante, exorta as outras pessoas a serem mais conscientes de seus deveres e direitos fundamentais!
Quem está conscientizado, promove, com coragem e de forma positiva, a construção de uma sociedade mais humanizada e justa!
Quem é construtor de um mundo melhor estimula mais sentinelas, mais pessoas conscientizadas e mais defensores da vida e da família!
Autor
Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1700/custos-quid-de-nocte

YouCat Online - O que são sacramentais?


Os Sacramentais são sinais ou ações sagradas em que é concedida a bênção. Os sinais comuns são a água benta, a bênção da casa, a imposição das cinzas...

Eis agora o tempo favorável

Estamos vivendo o tempo da Quaresma, tempo em que a Igreja se une ao mistério de Jesus no deserto (cf. CIC 540). Na segunda leitura da quarta-feira de cinzas, São Paulo nos recorda que este é o “tempo favorável por excelência” (cf. 2 Cor 6, 12). Mas favorável para quê? Por quê?

Sabemos que nossa humanidade foi criada à imagem e semelhança de Nosso Senhor. Nós temos uma forma original pensada, projetada por Deus, por Seu amor. Porém, por causa do nosso pecado, nos afastamos daquilo que é Seu projeto inicial para nós. Na nossa vida tendemos a descartar tudo aquilo que não sai como nossos planos. Com Deus não é assim. Seu perfeito amor e misericórdia O levam a assumir nossa humanidade e a nos refazer. Como um oleiro ao ver seu vaso tomando outra forma, que não a projetada, o desfaz e recomeça sua obra, assim faz o Senhor conosco.

O tempo da Quaresma, portanto, é o tempo favorável para voltarmos à forma original projetada por Deus. Como se fôssemos sementes e este fosse o tempo propício para a plantação. Isso não significa que alcançaremos a perfeição ao fim da Quaresma, mas que nesse tempo o coração de Deus é movido a derramar de forma abundante Sua graça sobre nós, para que nos aproximemos cada vez mais do que Ele sonha para nós. Por que o Senhor nos dá esse tempo? “Em favor do resto de sua herança, ele não exaspera sua cólera, mas tem prazer em conceder graça.” (Miqueias 7, 18). O Senhor nos estende Seu favor de amor, concedendo-nos este tempo de graça e conversão. Ele nos dá este tempo movido pela misericórdia, pois sabe que somente seremos felizes sendo aquilo que Ele sonha para nós.

Que nesta Quaresma, como São Paulo nos exorta, não recebamos a graça de Deus em vão. Que o Senhor nos ajude a viver uma santa e frutuosa Quaresma!

Pequenos na Fé e na Escuta.


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Existem duas realidades muito importantes para a vida de todo cristão: a fé e a escuta. São realidades primordiais para vivermos uma vida de santidade. A escuta é a atitude de prestar atenção em algo que é dito e isso alimenta a fé. A fé é a força de acreditar nas promessas divinas. 
Hoje vivemos em uma sociedade que não escuta mais, uma geração conectada, que não para pra escutar, prestar atenção. Estamos sempre andando cabisbaixos, com nossos smartphones nas mãos. No entanto, Deus quer falar aos nossos corações, e nós precisamos estar atentos. Assim, sabendo da importância da escuta, vamos conhecer um itinerário para sermos pequenos na escuta e na fé. O itinerário partilhado é baseado no texto que se encontra no Evangelho de São Marcos 5, 21-43, que narra a cura de uma mulher que padecia de fluxo de sangue e da filha de Jairo.Destacam-se aqui 10 pontos para nos ajudar:
1)      Se lançar (cf. v. 21-23): Nós precisamos nos lançar como Jairo lançou-se aos pés de Jesus. Sem reservas, como a mulher que padecia do fluxo de sangue também faz alguns versículos mais à frente.
2)      Aproveitar as oportunidades (cf. v. 25): Precisamos aproveitar todas as oportunidades, boas ou ruins, para nos aproximarmos de Deus e escutá-Lo. A mulher só foi curada porque encontrou Jesus no caminho da casa de Jairo. Enxergou ali uma oportunidade e a agarrou, se lançou. Ela estava atenta, devemos, também nós, estarmos atentos e aproveitar todas as oportunidades para nos aproximarmos do Senhor.
3)      Reconhecer-se único (cf. v. 27. 33): A mulher que padecia de fluxo de sangue tomou posse do fato de que ela não era só mais uma pessoa no meio de uma multidão, mas única diante de Deus. Assim também somos nós, mesmo que o mundo nos ignore nos faça crer que somos “só mais um”, para Deus cada um de nós é único. Ele não vê uma multidão, vê a cada um individualmente, prepara todas as oportunidades para nos encontrar pessoalmente.
4)      Ser verdadeiro (cf. v. 31. 33): A mulher que padecia do fluxo de sangue se desnudou diante do Senhor, foi ela mesma. O tocou com sua verdade, não se paralisou no seu passado e na realidade em que se encontrava. Avançou, pois tinha a certeza de quem era Jesus. Nós também, sabendo-nos amados, podemos viver a nossa verdade, viver a nossa humanidade. A mulher contou toda a verdade a Jesus, quando somos verdadeiros com Deus, é quando Ele mais pode agir em nós.
5)      Tomar posse da Palavra de Deus sobre mim (cf. v 34): A Palavra de Deus tem o poder de curar e só Ela é capaz de dizer quem realmente somos. É assim com a mulher, quando Jesus diz: “Filha, vá em paz. Tua fé te salvou”. Na vida de muitos santos, o encontro com a Palavra de Deus abalou estruturas e fez tudo novo. Conosco também pode ser assim! Basta a gente se abrir, pois a Palavra salva, cura e liberta.
6)      A escuta da Palavra revela-nos a nossa identidade (cf. v. 34): “Filha, vá em paz”. A experiência com o Amor nos revela quem nós realmente somos: filhos. Filhos amados, por quem Jesus se encarnou, para trazer a Salvação. A Palavra de Deus nos lembra que, antes de tudo, isso é o que constitui a raiz da nossa identidade: sermos filhos de Deus.
7)      O encontro e a escuta geram novidade: O encontro com o Salvador tem que gerar frutos, e frutos de vida. Gerar um novo homem, numa nova realidade, num novo caminhar. Assim como São Paulo, que a partir do seu encontro, muda de perseguidor para propagador da Igreja. Assim também nós devemos ser homens e mulheres novos, transformados pela Palavra proclamada por Jesus. 
8)      Saber que Jesus está sempre comigo: A essa altura do campeonato, quase nos esquecemos de Jairo! Ele devia estar lá, desesperado pra levar Jesus para sua casa e salvar sua filha, enquanto Jesus descobria quem o havia tocado e fala com a mulher. Pode parecer até que Jesus se distraiu e esqueceu-se dele... Mas Jairo sabia que Jesus estava com ele! O mal também quer nos fazer achar que Deus não nos ouve ou que se esqueceu de nós, mas Ele sempre está aquie aí, onde você está!
9)      Olhar fixo em Jesus (cf. v. 35-36): Jesus estava ainda terminando de conversar com a mulher, e então chega um homem, com a notícia de que a menina, filha de Jairo, havia morrido. Jesus estava atento. Ele conversa com a mulher curada, mas ao mesmo tempo ouve a notícia ruim que chegou. Ele não dá tempo para que Jairo diga algo ou simplesmente chore a suposta morte de sua filha, mas logo faz o olhar de Jairo voltar-se para Ele de novo: "Não temas. Crê somente". Então, em meio ao mal aparente, Jairo volta o seu olhar para Jesus. Escuta e confia. Nosso olhar também deve estar fixo em Deus, assim com Jesus no centro de tudo, sem distrações.
10)   Sempre se alimentar das coisas de Deus: A passagem termina com Jesus orientando que deem de comer à menina, que só dormia. Assim também nós! Só ficaremos de pé se estivermos alimentados, na escuta da Palavra, na Eucaristia, na comunhão fraterna, contando com a intercessão da Virgem Maria.

Jesus tem nos chamado a algo novo, está nos formando na escuta e na pequenez. Na dependência de filhos, que confiam com fé no nosso chamado a santidade. Que sejamos atentos, verdadeiramente pequenos na fé e na escuta.