Conduzidos pelo Amor - Primeiro Domingo da Quaresma






Nesse primeiro domingo da Quaresma, a liturgia nos convida a nos deixarmos ser conduzidos pelo Espírito Santo até o deserto, tal como Jesus o foi. Ele nos mostra os seus caminhos e nos ensina as suas veredas (Sl 24,4). A caminhada quaresmal nos direciona a renuncia, a conversão por isso tal como nosso senhor também passamos por tentações, mas não podemos nos deixar abater. Jesus hoje nos ensina a vencer as tentações, permanecendo na obediência ao Pai e tendo a sua Palavra como alimento.

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Livre Acesso



O Tempo Quaresmal se iniciou e estamos caminhando provavelmente, com aquele desejo forte de cumprir os propósitos penitenciais e de oração feitos diante de Deus. Vivendo-os não apenas como práticas religiosas temporais, mas como uma busca de um profundo relacionamento com o Deus vivo que nos conduz ao deserto quaresmal para falar ao nosso coração. (Cf Os 2,16).   
         
As ações quaresmais precisam gerar frutos, é próprio de uma ação de fé gerar amor a ponto de semeá-lo em outros corações. A pessoa penitente consegue por ação da graça divina, gerar em si, pouco a pouco, um coração caridoso e orante, que sabe renunciar-se e tudo faz não por vaidade, mas pelo amor Deus que primeiro o alcançou.

Resultado de imagem para livre acesso DeusÉ tempo de conversão, tempo oportuno de se diminuir e dar livre acesso ao Senhor para que Ele entre e faça morada. Muitos poderão dizer: "mas a conversão de deve ser todo dia independente da Quaresma". É uma fala compreensível, mas não completa. A Santa Mãe Igreja nos ensina a viver cada Tempo Litúrgico, cada qual com sua beleza, objetivo e riqueza.

O Tempo Litúrgico não são memórias meramente repetidas, pelo mistério da fé somos chamados a viver em nosso tempo tudo o que Jesus viveu, a liturgia atualiza o mistério de Cristo, torna-o presente. Viver esse tempo da salvação é assumir a nossa cruz e completar na carne o que faltou nas tribulações de Cristo, por Seu corpo que é a Igreja. (conf. Col1,24).

Que nesse breve tempo, você possa dar  livre acesso ao Senhor, no hoje de sua vida, permitindo que Sua Palavra te toque. Seja esse um período de dar tudo o que se tem, tempo de renunciar a si próprio, de fidelidade, obediência a Deus e de amor ao próximo. Pois a conversão acontece quando  Deus tem caminho livre ao nosso coração, quando somos terra boa a semente da palavra.  



Conduzidos pelo Amor


“Por isso, agora ainda – oráculo do Senhor –, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto. Rasgai vossos corações e não vossas vestes; voltai ao Senhor, vosso Deus, porque ele é bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto a arrepender-se do castigo que inflige.” (Jl 2, 12-1). Com essa Palavra iniciamos o tempo da Quaresma, tempo em que o Senhor nos exorta a voltar para Ele de todo o nosso coração; a viver a oração, o jejum e a esmola; a nos assemelharmos a Jesus, purificando-nos para celebrar o mistério de sua paixão, morte e ressurreição.
Todos nós pedimos sempre ao Senhor que nos dê a graça de crescer em intimidade e conhecimento dEle. Nossas orações são quase sempre pedindo intimidade e conhecimento de Deus, porque esse é o anseio de nosso coração e também o motivo pelo qual fomos criados: Deus nos criou para conhecê-lo e amá-lo. Sabendo deste anseio, o Bom Deus – que continuamente nos dá seus favores para estarmos com Ele – dá-nos o seu favor de forma especial na Quaresma: um “tempo favorável” (cf. 2 Cor 6, 2) para estarmos com Ele, sendo conduzidos pelo Amor. Isso nos mostra o quanto o Bom Deus está atento aos nossos anseios e necessidades. Sabendo que desejamos e necessitamos conhecê-lo, ter o nosso coração purificado e convertido, Ele nos conduz à vivência deste tempo.
Por vezes achamos que no tempo da Quaresma o Senhor nos conduz ao deserto para encontrar com a nossa perfeição, para encontrar com seres impecáveis. Não. Na Quaresma, o Senhor não deseja encontrar nada além de nossa humanidade. Ele deseja tocar no barro de nossa vida e modelá-la conforme a sua imagem, Ele deseja unir a Sua humanidade à nossa. Além de desejar encontrar a nossa humanidade, nossa pequenez, o Senhor também deseja encontrar em nós um amor grato, um amor que nos move a dar respostas concretas de gratidão e fidelidade ao Senhor.
A Quaresma é o tempo de conversão, sim! Mas uma conversão impulsionada por um coração grato e cheio de fé, que mantém os olhos no Amor e no Reino que Ele nos mereceu. A Quaresma é o tempo de gratidão ao Senhor, que mais uma vez olha para os seus pequeninos e nos estende o Seu favor. Que nós não recebamos a graça de Deus em vão – como nos exorta São Paulo, em 2 Cor 6, 1. Mas, com fé, respondamos ao Amor que não se poupou para nos dar a vida. E se nós cairmos, que a graça do perdão e do recomeço também não seja em vão. “Seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente.” (Fl 3, 16).

Conduzidos pelo Amor - Quarta Feira de Cinzas




Iniciamos hoje, Quarta-Feira de Cinzas, a Quaresma. Tempo de conversão, tempo de penitência em preparação para a Santa Páscoa, Ressurreição de Nosso Senhor. Hoje o Espírito Santo, através desse Tempo Litúrgico, nos leva ao deserto para lá encontrarmos Jesus e vivermos a radicalidade do Evangelho sendo verdadeiros imitadores de Cristo mergulhando a fundo nas obras Quaresmais: oração, penitência e caridade.



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Amor é atitude

“Pois Deus amou tanto o mundo que entregou seu filho único , para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna.” ( Jo 3,16)
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Então, vamos falar de amor? Essa palavra que é tão batida hoje em dia, que tanto é repetida, mas que não se tem ideia da sua real dimensão.
Comecemos dizendo,  amor não é sentimento, não se traduz em meras belas palavras, mais é uma atitude de rebaixamento de si para o outro. Amor é sacrifício, é doação. 
Ao pararmos para pensar nas pessoas que mais nos amaram, em geral pensamos nas pessoas que já sofreram por nós, já se sacrificaram. Talvez muitos de nós pensemos em nossas mães, nos carregaram em seu ventre, nos alimentaram e cuidaram de nós. Noites mal dormidas , sacrifícios que fizeram ainda fazem por nós. Porém nos diz a sagrada escritura: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. (Is 49, 15)
Esse é o amor de nosso Deus, ele nunca se esquece de nós e foi por isso que na plenitude dos tempos, Jesus o verbo de Deus se encarnou. Desde o inicio se rebaixou por amor a nós, assume a nossa vida humana, nasce em pobreza, seu primeiro berço foi uma manjedoura, cresce e nos ensina que é o Caminho a Verdade e a Vida. Vem por nós, para nós, para que sejamos salvos, para que tenhamos a vida eterna.

É tempo de renovarmos a Esperança nesse Deus de imenso amor, que não se cansa de se doar a nós. Renovarmos nossa fé, crer que Ele nunca se esquece de nós, Ele nos ama ao extremo. Renovar a caridade, Deus é amor e nos chama a amar, que nessa preparação para a grande festa no natal possamos transbordar o mundo com atitudes concretas de amor ao próximo.  

Vigiar, esperar, desejar

Resultado de imagem para vem senhor jesusEste fim de semana marca o início do Advento. A palavra "advento" refere-se à vinda ou chegada de uma pessoa, coisa ou evento notáveis. No sentido cristão do termo, é claro, refere-se à vinda de Cristo - tanto à sua primeira vinda em Belém como à sua segunda vinda, quando tudo será consumado no casamento eterno do Cordeiro. "Ficai atentos! Vigiai!", Diz Jesus no Evangelho deste domingo. "Você não sabe quando chegará a hora". O que nos mantém alertas e atentos? Desejo. As palavras finais da Bíblia expressam a resposta do anseio humano: "O Espírito e a noiva dizem "vem"!" Grandes santos como Agostinho, Gregório e Bernardo nos dizem que Cristo mantém sua noiva esperando para aumentar e alargar seu desejo. O desejo é a capacidade de não somente aspirar pelo dom divino, mas também de recebê-lo quando lhe é dado, então, quanto maior o nosso desejo, mais somos capazes de receber. Cristo quer que estejamos o mais aberto possível ao seu dom, alargado em nosso desejo ao infinito, porque é o que ele nos oferece: o enorme êxtase da felicidade infinita na união com Ele. Vem, Senhor Jesus, vem!


Christopher West

Crescer em Graça

Todos nós desejamos ser homens e mulheres cheios da graça de Deus. Jesus, o Verbo encarnado, fez-se homem para que nós possamos, sem medo, viver aquilo que o Bom Deus nos chama a viver. Ele fez-se homem para que nós, tornando-nos homens e mulheres cheios de Sua graça, sejamos santos. Mas como foi que Jesus viveu esse “ser cheio de graça”, que nós tanto desejamos?
Resultado de imagem para crescer em cristoA Palavra nos diz, contando sobre o crescimento de Jesus, que Ele “ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele” (cf. Lc 2, 40). Jesus cresceu em graça, sabedoria e fortaleza, sim; no entanto, “sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus” (cf. Fl 2, 6). Ele escolheu um caminho, uma via para crescer na graça, na sabedoria e na fortaleza, e assim, aponta-nos esse mesmo caminho: o fazer-se pequeno. Isso se confirma em alguns versículos à frente, ainda no capítulo 2 do Evangelho segundo São Lucas: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso” (cf. Lc 2, 51). Sendo submisso a Nossa Senhora e a São José, Jesus fazia-se pequeno, e dessa forma Ele “crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (cf. Lc 2, 52). Jesus aponta-nos, com isso, que ser pequeno é o caminho para crescer em graça diante de Deus: o “ser pequeno” antecede - e é necessário - para que aconteça o “ser cheio de graça”.
Jesus, o modelo de pequenez, nos aponta também outra realidade: sim, precisamos ser pequenos para sermos cheios de graça. No entanto, em muitas vezes não conseguimos ser pequenos. Ao contrário: na maioria das vezes empenhamos nossos esforços em sermos grandes. Mas eis a graça que o Senhor nos concede: Jesus ia crescendo em graça habitando com Nossa Senhora, Ele habitava com Maria. Do alto da cruz, Jesus nos dá Maria por nossa Mãe. O que devemos fazer? Aderir à atitude de São João e recebê-la como nossa (cf. Jo 19, 2). Na casa de Maria nós seremos formados, educados na pequenez, pois ela é fôrma de Cristo e também mestra da pequenez. Além disso, ela é cheia de graça (cf. Lc 1, 28). Maria nos ensinará a amar, ou seja, a servir, que é antídoto para que vençamos o desejo de querer ser grande. Ela também nos ensinará a olhar para nós mesmos e reconhecermos o que somos assim como ela reconhece sua pequenez no seu Magnificat (cf. Lc 1,48).
Portanto, que nós possamos tomar posse da maternidade de Maria, sermos educados por essa Mãe dos Pequenos, para que também nós sejamos, como Cristo foi e também ela, homens e mulheres cheios de graça, e com isso, santos!

Caminho de Felicidade

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“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo até o extremo os amou” (Jo 13,1)

É assim que o evangelista inicia a narração de um dos mais belos momentos das sagradas escrituras: o lava pés. Evento esse, que a Igreja sabiamente medita de maneira mais profunda na celebração de quinta feira santa e para muitos de nós parece que essa beleza fica somente lá. Só lembraremos novamente na próxima semana santa, mas veja o que o Senhor nos diz: “Se compreenderdes essas coisas, sereis felizes, sob a condição de a praticardes” (Jo 13, 17)
Jesus sabia que chegara o seu momento de se oferecer, de se entregar por amor a nós, Jesus amou-nos até o extremo e esse gesto de lavar os pés é mais um profundo gesto de amor. Jesus se coloca como servo daqueles homens que logo depois o abandonariam um deles até o trairia. O mestre e Senhor se faz o servo de todos, se diminui, rebaixa para ensinar aos apóstolos e a nós: lavai os pés uns dos outros, dei o exemplo façam o mesmo.
Jesus nos chama a servir e Nele servir e amar são a mesma coisa e a medida desse amor é amar sem medidas é até o extremo, é diminuir-se para elevar o outro. Amar como Cristo amou, diferente do que o mundo ensina, é ter atitudes concretas de rebaixamento em direção ao outro, tudo fazer sem nada esperar em troca.
Isso é difícil, a nossa humanidade ferida pelo pecado quer tudo menos se humilhar, nosso desejo é sempre a grandeza, mas o caminho de Jesus não é esse. Estamos aqui nessa terra para realizar a vontade de Deus e essa vontade é a nossa santificação, é a nossa configuração a Cristo. Por isso contamos, precisamos contar com o auxílio do Espírito Santo, necessitamos do paráclito nessa trajetória para atingirmos a maturidade de Cristo.
O nosso caminho de felicidade é ser como o Mestre e Senhor, com o auxílio do alto se fazer pequeno. Porém, caso a nossa humanidade ferida nos leve a tentação de querermos nos engrandecer, sigamos os seguintes procedimentos:

1- Deponhamos nosso manto. - dispamos da dignidade que cremos ter.
2 - Peguemos uma toalha e nos cinjamos com ela - preparemo-nos para esse momento.
3- Deponhamos água numa bacia - façamos um esforço físico, pois é um ato concreto.

            Por fim  diminuamos lavando os pés uns dos outros.