Amor é atitude

“Pois Deus amou tanto o mundo que entregou seu filho único , para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna.” ( Jo 3,16)
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Então, vamos falar de amor? Essa palavra que é tão batida hoje em dia, que tanto é repetida, mas que não se tem ideia da sua real dimensão.
Comecemos dizendo,  amor não é sentimento, não se traduz em meras belas palavras, mais é uma atitude de rebaixamento de si para o outro. Amor é sacrifício, é doação. 
Ao pararmos para pensar nas pessoas que mais nos amaram, em geral pensamos nas pessoas que já sofreram por nós, já se sacrificaram. Talvez muitos de nós pensemos em nossas mães, nos carregaram em seu ventre, nos alimentaram e cuidaram de nós. Noites mal dormidas , sacrifícios que fizeram ainda fazem por nós. Porém nos diz a sagrada escritura: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. (Is 49, 15)
Esse é o amor de nosso Deus, ele nunca se esquece de nós e foi por isso que na plenitude dos tempos, Jesus o verbo de Deus se encarnou. Desde o inicio se rebaixou por amor a nós, assume a nossa vida humana, nasce em pobreza, seu primeiro berço foi uma manjedoura, cresce e nos ensina que é o Caminho a Verdade e a Vida. Vem por nós, para nós, para que sejamos salvos, para que tenhamos a vida eterna.

É tempo de renovarmos a Esperança nesse Deus de imenso amor, que não se cansa de se doar a nós. Renovarmos nossa fé, crer que Ele nunca se esquece de nós, Ele nos ama ao extremo. Renovar a caridade, Deus é amor e nos chama a amar, que nessa preparação para a grande festa no natal possamos transbordar o mundo com atitudes concretas de amor ao próximo.  

Vigiar, esperar, desejar

Resultado de imagem para vem senhor jesusEste fim de semana marca o início do Advento. A palavra "advento" refere-se à vinda ou chegada de uma pessoa, coisa ou evento notáveis. No sentido cristão do termo, é claro, refere-se à vinda de Cristo - tanto à sua primeira vinda em Belém como à sua segunda vinda, quando tudo será consumado no casamento eterno do Cordeiro. "Ficai atentos! Vigiai!", Diz Jesus no Evangelho deste domingo. "Você não sabe quando chegará a hora". O que nos mantém alertas e atentos? Desejo. As palavras finais da Bíblia expressam a resposta do anseio humano: "O Espírito e a noiva dizem "vem"!" Grandes santos como Agostinho, Gregório e Bernardo nos dizem que Cristo mantém sua noiva esperando para aumentar e alargar seu desejo. O desejo é a capacidade de não somente aspirar pelo dom divino, mas também de recebê-lo quando lhe é dado, então, quanto maior o nosso desejo, mais somos capazes de receber. Cristo quer que estejamos o mais aberto possível ao seu dom, alargado em nosso desejo ao infinito, porque é o que ele nos oferece: o enorme êxtase da felicidade infinita na união com Ele. Vem, Senhor Jesus, vem!


Christopher West

Crescer em Graça

Todos nós desejamos ser homens e mulheres cheios da graça de Deus. Jesus, o Verbo encarnado, fez-se homem para que nós possamos, sem medo, viver aquilo que o Bom Deus nos chama a viver. Ele fez-se homem para que nós, tornando-nos homens e mulheres cheios de Sua graça, sejamos santos. Mas como foi que Jesus viveu esse “ser cheio de graça”, que nós tanto desejamos?
Resultado de imagem para crescer em cristoA Palavra nos diz, contando sobre o crescimento de Jesus, que Ele “ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele” (cf. Lc 2, 40). Jesus cresceu em graça, sabedoria e fortaleza, sim; no entanto, “sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus” (cf. Fl 2, 6). Ele escolheu um caminho, uma via para crescer na graça, na sabedoria e na fortaleza, e assim, aponta-nos esse mesmo caminho: o fazer-se pequeno. Isso se confirma em alguns versículos à frente, ainda no capítulo 2 do Evangelho segundo São Lucas: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso” (cf. Lc 2, 51). Sendo submisso a Nossa Senhora e a São José, Jesus fazia-se pequeno, e dessa forma Ele “crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (cf. Lc 2, 52). Jesus aponta-nos, com isso, que ser pequeno é o caminho para crescer em graça diante de Deus: o “ser pequeno” antecede - e é necessário - para que aconteça o “ser cheio de graça”.
Jesus, o modelo de pequenez, nos aponta também outra realidade: sim, precisamos ser pequenos para sermos cheios de graça. No entanto, em muitas vezes não conseguimos ser pequenos. Ao contrário: na maioria das vezes empenhamos nossos esforços em sermos grandes. Mas eis a graça que o Senhor nos concede: Jesus ia crescendo em graça habitando com Nossa Senhora, Ele habitava com Maria. Do alto da cruz, Jesus nos dá Maria por nossa Mãe. O que devemos fazer? Aderir à atitude de São João e recebê-la como nossa (cf. Jo 19, 2). Na casa de Maria nós seremos formados, educados na pequenez, pois ela é fôrma de Cristo e também mestra da pequenez. Além disso, ela é cheia de graça (cf. Lc 1, 28). Maria nos ensinará a amar, ou seja, a servir, que é antídoto para que vençamos o desejo de querer ser grande. Ela também nos ensinará a olhar para nós mesmos e reconhecermos o que somos assim como ela reconhece sua pequenez no seu Magnificat (cf. Lc 1,48).
Portanto, que nós possamos tomar posse da maternidade de Maria, sermos educados por essa Mãe dos Pequenos, para que também nós sejamos, como Cristo foi e também ela, homens e mulheres cheios de graça, e com isso, santos!

Caminho de Felicidade

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“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo até o extremo os amou” (Jo 13,1)

É assim que o evangelista inicia a narração de um dos mais belos momentos das sagradas escrituras: o lava pés. Evento esse, que a Igreja sabiamente medita de maneira mais profunda na celebração de quinta feira santa e para muitos de nós parece que essa beleza fica somente lá. Só lembraremos novamente na próxima semana santa, mas veja o que o Senhor nos diz: “Se compreenderdes essas coisas, sereis felizes, sob a condição de a praticardes” (Jo 13, 17)
Jesus sabia que chegara o seu momento de se oferecer, de se entregar por amor a nós, Jesus amou-nos até o extremo e esse gesto de lavar os pés é mais um profundo gesto de amor. Jesus se coloca como servo daqueles homens que logo depois o abandonariam um deles até o trairia. O mestre e Senhor se faz o servo de todos, se diminui, rebaixa para ensinar aos apóstolos e a nós: lavai os pés uns dos outros, dei o exemplo façam o mesmo.
Jesus nos chama a servir e Nele servir e amar são a mesma coisa e a medida desse amor é amar sem medidas é até o extremo, é diminuir-se para elevar o outro. Amar como Cristo amou, diferente do que o mundo ensina, é ter atitudes concretas de rebaixamento em direção ao outro, tudo fazer sem nada esperar em troca.
Isso é difícil, a nossa humanidade ferida pelo pecado quer tudo menos se humilhar, nosso desejo é sempre a grandeza, mas o caminho de Jesus não é esse. Estamos aqui nessa terra para realizar a vontade de Deus e essa vontade é a nossa santificação, é a nossa configuração a Cristo. Por isso contamos, precisamos contar com o auxílio do Espírito Santo, necessitamos do paráclito nessa trajetória para atingirmos a maturidade de Cristo.
O nosso caminho de felicidade é ser como o Mestre e Senhor, com o auxílio do alto se fazer pequeno. Porém, caso a nossa humanidade ferida nos leve a tentação de querermos nos engrandecer, sigamos os seguintes procedimentos:

1- Deponhamos nosso manto. - dispamos da dignidade que cremos ter.
2 - Peguemos uma toalha e nos cinjamos com ela - preparemo-nos para esse momento.
3- Deponhamos água numa bacia - façamos um esforço físico, pois é um ato concreto.

            Por fim  diminuamos lavando os pés uns dos outros. 


Congresso Regional Novas Comunidades - Inscrições Encerradas


INSCRIÇÕES ENCERRADAS

O Congresso Regional de Novas Comunidade (RJ e ES), que acontecerá nos dia 7 e 8 de Outubro alcançou a lotação máxima. Não há mais possibilidade de novas inscrições.

Catholic Fraternity Regional Brasil


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Ouvindo a Deus

Resultado de imagem para biblia“Como tenho te buscado! Como desejo ardentemente tê-lo com a atenção voltada somente para Mim, sem divisões. Não pense que eu não tenha falado anteriormente contigo. Tenho te cercado em amor. Na verdade, tenho utilizado tudo e todas as linguagens para chegar até você. (...) São tantas vozes, tantos ruídos e tantos barulhos! Não, não é difícil que nos dias que correm se tenha desaprendido ouvir. Não é difícil que não sei saiba mais ouvir o que realmente importa. É necessário ter sabedoria para saber ouvir e guardar o que é fecundo e não dar ouvidos ao que é estéril. É de importância vital saber selecionar o que e a quem ouvir.” (Ser Pequeno Jovem, p. 13).

Estamos chegando ao fim do mês de setembro, mês que a Igreja dedica à Palavra de Deus. Mas nós não precisamos aguardar o mês de setembro para nos dedicarmos à Bíblia. Na verdade, na Bíblia, em cada página sua, em cada letra, é Deus que fala ao nosso coração! Como no trecho do livro Ser Pequeno Jovem* que lemos acima, é Deus que se utiliza de todas as linguagens falando conosco, desejando intimidade e amizade com cada um de nós. Na própria Sagrada Escritura encontramos motivações para a leitura da Palavra. O salmista nos diz: “Vossa palavra me dá vida” (cf. Sl 118, 50) e Pedro, confirmando, exclama: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”. (cf. Jo 6, 68).

Sim, a Palavra de Deus nos dá vida, mas não uma vida qualquer! Ela nos dá a vida verdadeira, uma vida que é eterna. Ela nos conforma ao propósito de Deus para as nossas vidas. Nela nós somos formados, amados, consolados, confrontamo-nos com a nossa realidade, com o nosso “eu agora” e nosso “eu ideal”. A Palavra nos revigora, nos restaura... Por isso é importante que não busquemos conselho, consolo, vitalidade em outra Palavra, senão a do Senhor. “É de importância vital saber selecionar o que e a quem ouvir”. Imagine um carro: para o carro chegar ao fim pretendido, ele precisa de combustível; para funcionar de forma satisfatória, respondendo ao desempenho que foi planejado por aqueles que projetaram e criaram esse carro, ele precisa de combustível, e combustível bom. Do contrário, se ele recebe gasolina adulterada, o desempenho do carro é prejudicado e às vezes até a sua estrutura pode ser prejudicada. Assim é conosco: o Bom Deus criou-nos por amor e deu-nos – dentre tantas outras coisas – a Palavra como fonte de combustível e vivência do Seu plano original para nós.

Você e eu queremos ser santos, certo? Para isso, necessitamos da Palavra todos os dias de nossas vidas! “A vossa Palavra me dá vida”, e nós queremos ter vida todos os dias, para alcançar a vida eterna e comunicar essa vida a outros pequenos. Queremos compartilhar com você um método de leitura da Sagrada Escritura, para que, a cada dia, você possa se alimentar da vida nova que vem de Deus. Você pode fazer utilizando as leituras do dia, ou até mesmo fazendo um plano de leitura da Bíblia – alguns aplicativos podem te auxiliar nisso! Após orar pedindo auxílio ao Espírito Santo, tome a sua Bíblia e, com o auxílio de um caderno, responda a essas quatro perguntas:

1)      Leitura - “O que o Texto diz?”: Aqui você fará um resumo do texto bíblico que foi lido. Bem simples! Por exemplo: se você leu a parábola do filho pródigo, você vai resumir a história.

2)      Meditação - “O que o Texto me diz?”: Nesse passo, você vai meditar o que aquele texto bíblico fala ao seu coração. Ainda com o exemplo da parábola do filho pródigo, o Senhor pode ter falado ao seu coração, por exemplo, que Ele te ama com o mesmo amor que o pai do filho pródigo teve por ele.

3)      Oração - “O que eu digo ao Texto?”: Agora é a sua vez de falar com o Senhor. Diante de tudo o que o Bom Deus te falou, nesse passo você vai responder ao Senhor. Com o exemplo do filho pródigo, você pode fazer uma oração de louvor pelo amor do Pai, de perdão... É a sua oração!

4)      Contemplação - “O que o Texto faz em mim?”: Nesse último passo, você responde a todos os outros com um ato concreto, para que a Palavra seja viva e gere obras de fé na sua vida. No nosso exemplo você poderia buscar a confissão, como gesto concreto de retorno ao Pai.


Viu?! É bem simples! O Bom Deus deseja falar aos nossos corações, Ele quer nos dar a vida. Portanto, não somente em setembro, mas em todos os dias de nossa vida, busquemos a Palavra, busquemos o Deus que deseja ser nosso amigo! E mais que isso: anunciemos a Palavra! Ele também deseja falar a outros corações!

* Ser Pequeno Jovem - Escrito da Comunidade Católica Pequeno Rebanho, com enfoque maior no público jovem ,mas não exclusivamente,pois trata-se de um itinerário de santidade, que nos tempos de hoje se faz tão necessário e eficaz. Através de uma escrita simples, com reflexões das sagradas escrituras somos direcionados e formados na vivência de outros pequenos jovens,que tiveram suas vidas transformadas ao se deixarem conduzir pela Palavra de Deus.
Maiores informações sobre o livro, envie aqui nos comentários desse texto ou pelo nosso facebook : https://www.facebook.com/comunidadecatolicapequenorebanho

Estou com um tesouro. E agora?


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Um homem encontra algo precioso num campo. Extremamente feliz, esconde esse algo precioso de volta no lugar para adquirir logo o campo (que não era seu até então), e ficar com esse tesouro que o deixou tão feliz. Um outro homem recebe algo precioso de seu chefe. Extremamente medroso, esconde esse algo precioso na terra e o ignora até que possa devolver ao seu senhor sem lucro algum, é chamado de mau e preguiçoso e jogado nas trevas.
As duas narrativas se encontram no evangelho de São Mateus. A primeira, do reino comparado a um tesouro escondido, está em Mt 13,44. A segunda, da parábola dos talentos, em Mt 25, 14-30. Ambas descrevem homens em posse de preciosidades.
E assim como eles, o bom Deus também nos confia preciosidades. Recebemos por primeiro o Reino através da salvação que Jesus nos deu por Graça. Mas também recebemos dons para servirmos aos outros como felizes herdeiros do Reino. Recebemos a fé, recebemos oportunidades de amar, quer seja na família, no trabalho, escola, faculdade, paróquia, comunidade... Tudo recebemos de Deus, e não é assim que desejamos que seja? Tudo receber do bom Deus, assim como Santa Teresinha dizia... E antes de nos perguntarmos o que temos feito daquilo que nos foi dado e confiado, precisamos nos perguntar com que atitude temos recebido tudo aquilo que nos foi dado por Deus. Com extrema alegria ou com medo? “Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12, 32)
Aquele que recebeu um tesouro com medo enterrou-o para deixá-lo esquecido. O medo o travou. O homem queria ignorar a existência daquele tesouro de alguma forma por ter medo do que fazer com ele. Aquele que recebeu o tesouro com alegria enterrou-o para guardá-lo e livrá-lo do perigo de ser tomado. Estava cuidando até que pudesse legalmente usufruir, e a partir dele dar frutos.
Então, tenho recebido com extrema alegria ou com medo? Tenho cuidado ou tentado ignorar? Que possamos lançar fora o medo, e na certeza de que “no amor não há temor” (I Jo 4,18) que amemos a Deus, e nesse amor venhamos a multiplicar aquilo que recebemos.

Confiar e sondar

Mas, como Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, falamos, não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda os nossos corações.” (1Ts 2, 4). Essas palavras de São Paulo, tão simples, comunicam aos nossos corações grande amor da parte de Nosso Senhor. Partilharemos um pouco, pensando em duas palavras utilizadas pelo apóstolo: confiar e sondar.
Resultado de imagem para confiar em deusPrimeiro, falaremos de confiar. Nos diversos dicionários online que encontramos, o ato de confiar é definido como: ter fé, incumbir a alguém uma missão, entregar algo aos cuidados de quem se confia, sem medo ou receio de algum dano, acreditar. Eu e você, ao longo das nossas vidas, vamos confiando e também ganhando a confiança das pessoas que nos cercam, de nossos familiares, amigos... Na nossa vida com Deus, somos chamados a viver essa atitude de confiar nEle, de viver a entrega sem reservas e sem medo, de confiar em Seu cuidado com a gente e também com os que nós amamos. Sendo Ele Deus – e por isso, absoluto – e nós humanos – e por isso, pequenos, relativos –, o ato de confiar em Deus é quase que lógico. Tal como acontece com uma criança e o pai: a criança, que é pequena, pode se lançar com confiança nos braços de seu pai, que é grande. Para nós, isso segue uma lógica. No entanto, o que São Paulo nos diz neste pequeno versículo é que Deus, sendo grande, absoluto, confia a Sua Palavra, o Seu Evangelho, a nós. Sendo Ele o Verbo (cf. Jo 1, 1), Ele próprio se confia a nós. Deus se confia a nós! O Verbo se entrega a nós. Por vezes, olhando para nós, o mundo pode não enxergar alguém que inspira confiança para desempenhar algo tão grandioso. E até mesmo nós podemos nos olhar dessa forma, o que pode fazer com que nós nos empenhemos em ser o que não somos, assumir uma grandeza que não é nossa verdade, com o pensamento de que, na nossa pequenez, não seremos capazes de responder ao chamado do Senhor. No entanto, o Bom Deus, olhando a nossa pequenez, se agrada dela e nos acha dignos de confiar-se a nós.
Assim aconteceu com Davi, quando enfrentou Golias: todos acharam que ele não conseguiria, porque era pequeno. Esse pensamento traduz uma falta de confiança do rei Saul e do povo, pois eles não acreditaram que a pequenez de Davi não era impedimento para o cumprimento da sua missão naquele momento. O Ser Pequeno Jovem¹ vai nos dizer, a respeito desse momento de Davi que “ainda assim, não tendo outro para lutar, Saul tomou sua própria armadura e a colocou sobre Davi, indicando uma insistência em fazer o jovem aparentar ser aquilo que não era. Apontando uma não aceitação para com a realidade de quem lutaria em defesa do Meu povo era apenas um jovem pastorzinho.” (Ser Pequeno Jovem, p. 36). E aqui entramos na segunda palavra: sondar. Essa palavra é definida como conhecer minuciosamente, mergulhar no conhecimento de algo. Ou seja: o Senhor nos conhece minuciosamente, até o profundo do nosso ser. Ele sabe tudo de nós, conhece perfeitamente a nossa pequenez e, mesmo assim, lança a nós o Seu chamado de amor, nos confia o Seu Evangelho. Para responder a isso, não precisamos nos revestir de uma grandeza que provém de nossas próprias forças. Pelo contrário: o Senhor confia-se a nós porque somos pequenos. Foi a nossa pequenez que atraiu o Seu amor.

Ele nos conhece e se confia a nós. Isso é graça! Presente amoroso de Nosso Senhor, que não se cansa de provar o Seu amor por nós! Então, sabendo que o Senhor nos conhece profundamente e nos confia o Seu Evangelho, que Ele nos chama, que nós possamos nos despojar de tudo aquilo que não é a nossa verdade, a nossa pequenez. Que não nos esforcemos para sermos grandes, mas, com o coração cheio de gratidão por tamanha graça, respondamos ao Senhor que nos chama, contando com a Sua graça e com ela colaborando para viver uma vida digna de Deus, que nos chama ao Seu Reino e à Sua glória (cf. 1Ts 2, 12). Mas, não somente isso: que possamos, como São Paulo, em meio as lutas, anunciar com ousadia e confiados em Nosso Deus (cf. 1Ts 2, 2) o Verbo, o Cristo, a Palavra que deu sentido e alegria às nossas vidas, a outros pequenos herdeiros.


1 - Ser Pequeno Jovem - Escrito da Comunidade Católica Pequeno Rebanho, com enfoque maior no público jovem ,mas não exclusivamente,pois trata-se de um itinerário de santidade, que nos tempos de hoje se faz tão necessário e eficaz. Através de uma escrita simples, com reflexões das sagradas escrituras somos direcionados e formados na vivência de outros pequenos jovens,que tiveram suas vidas transformadas ao se deixarem conduzir pela Palavra de Deus.
Maiores informações sobre o livro, envie aqui nos comentários desse texto ou pelo nosso facebook : https://www.facebook.com/comunidadecatolicapequenorebanho



Homem e mulher Ele os criou

Resultado de imagem para familia projeto de deusHoje em dia parece que há ainda mais confusão sobre o que significa ser homem e mulher. Nossa criação como tal e o chamado para que dois se tornem uma só carne não são meramente uma metáfora para o relacionamento de Cristo conosco. Como São João Paulo II afirmou, é o caminho fundamental no qual o mistério de amor eterno se torna visível a nós (ver TDC 19:4, 95b:6). Como Papa Francisco menciona, “No mais profundo do evangelho está a vida em comunidade” (Evangelli Gaudium, 177), e a comunidade humana de base é aquela do homem e mulher em uma só carne.
Talvez seja por isso que a sexualidade, o matrimônio e a família estejam sob um ataque tão violento hoje. Talvez por trás de tudo haja um inimigo que deseja nos impedir de compreender e adentrar o “mais profundo do evangelho”. Talvez haja um inimigo apontando todos os seus dardos ao fundamento da vida humana, da Igreja, e da civilização em si.
Reengenheiros sociais não gostam desse fato, mas quando deixamos os dados falarem, é muito claro: a civilização depende da família – isto é, da união comprometida entre um homem e uma mulher e a sua descendência naturalmente resultante. Contudo, a vida familiar desse tipo só é possível na medida em que aceitamos o projeto muitas vezes difícil de civilizar os nossos desejos sexuais, orientando-os à valorização da dignidade da pessoa humana, à verdade do amor altruísta, e à grandeza da procriação.
        Quando a satisfação do desejo sexual se torna um fim em si mesmo, a sociedade se torna utilitária. Você é valorizado se é útil. E, nesse caso, você é útil se você é sexualmente estimulante. Se você não é, ou se você ficar no caminho do meu prazer, você será ignorado, descartado, talvez até exterminado. Quando o prazer é o objetivo principal do sexo, as pessoas se tornam os meios, e os filhos se tornam obstáculos. Então ficamos com o prazer e matamos nossa descendência – e qualquer coisa que se ponha no caminho do meu “direito” de exercer a libido (da maneira que eu quiser e sem consequência ou responsabilidade) é considerada uma maldição.
Essa não é uma previsão severa de um futuro apocalíptico. Isso é o mundo em que vivemos agora. Se não recuperarmos a sensatez, somente podemos esperar caos e colapso social. Porém embora uma abordagem egoísta à sexualidade signifique degradação social, por outro lado, a sexualidade desinteressada e generosa é expressa na família (em inglês a palavra FAMÍLIA forma um acrônimo criado pelo Padre Stan Fortuna: F.A.M.I.L.Y.—Forget About Me, I Love You, ou seja, “esqueça de mim, eu te amo”).
Há dois mil anos atrás, a primeira evangelização transformou a civilização ao apresentar uma alternativa à sexualidade egoísta e, conseqüentemente, para seu resultado inevitável de infanticídio e colapso cultural. Ao seguir o exemplo de Cristo de amor desinteressado – “Maridos, amem suas esposas como Cristo amou a Igreja” (Ef 5, 25) – os primeiros cristãos transformaram o mundo sendo testemunhas do verdadeiro significado da sexualidade, do matrimônio e da família. Nós podemos e devemos fazer o mesmo na nova evangelização.
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Traduzido do texto de *Christopher West disponível em http://chastityproject.com/2015/04/male-female-created/

*Christopher West é mundialmente conhecido pelo seu trabalho com a Teologia do Corpo de São João Paulo II.