Encontro Internacional

“Encontro Internacional das Novas Comunidades da Renovação Carismática Católica” 

Com a participação de outras realidades e comunidades de vida consagrada de expressão carismática 




Quarta-feira, dia 24 de julho de 2013
Início às 13h 

Centro de Convenções (Riocentro) 

Pavilhão 4 
Av. Salvador Allende nº 6555 
Barra da Tijuca - Rio de Janeiro


¨Ide e fazei discípulos entre todas as nações!¨
Mt 28, 19


Palestrantes: 

Padre Daniel Ange / Patti Mansfield Gallagher / Padre Reginaldo Manzotti

Matteo Calisi / Michelle Moran / Pastor Mike Herron

Pastor Bené Gomes / Katia Roldi / Asaf Borba

Padre Antonio José Afonso da Costa
Banda Bom Pastor com diversos cantores


Promovido por
Catholic Fraternity of Charismatic Covenant Communities and Fellowships
Palazzo San Calisto, 16 – 00120 Città del Vaticano
..........
Programação

13h Show de Música Cristã (Padre Reginaldo Manzotti)

14h Boas Vindas: Prof. Matteo Calisi (Presidente da Catholic Fraternity), Michelle Moran (Presidente do ICCRS)

14h10 Louvor e Adoração (Banda Bom Pastor e vários cantores da Catholic Fraternity do Brasil)

14h40 Pregação (Padre Daniel-Ange) 

15h:15 Testemunhos breves 

15h30 Pregação (Patti Mansifield Gallagher) 

16h Invocação para um novo Batismo no Espírito (Katia Roldi)

16h15 Pregação (Pastor Bené Gomes e Padre Antonio José Afonso da Costa)

16h45 Oração pela Unidade dos Cristãos (Pastor Mike Herron)

17h Show de Música Cristã (Asaf Borba)

18h

 Conclusão

YouCat Online - De que forma Deus criou o ser humano "homem e mulher"?




Deus, que é o amor e o arquétipo da comunhão, criou o ser humano "homem e mulher", para que, em comunhão, fossem um retrato do Seu ser. [369-373, 383]

Deus fez o ser humano de tal forma que este, sendo homem ou mulher, anseia pela realização e a totalidade no encontro com o sexo oposto. Os homens e as mulheres têm absolutamente a mesma dignidade, ainda que exprimam, no criativo desenrolar do seu ser masculino e feminino, aspectos distintos da perfeição de Deus. Deus não é homem nem mulher; todavia, Ele revelou-Se como paterno (Lc 6,36) e materno (Is 66,13). No amor do homem e da mulher, especialmente na comunhão matrimonial, em que o homem e a mulher se tornam «uma só carne» (Gn 2,24), o ser humano pode pressentir a felicidade da união com Deus, na qual ele achará a definitiva totalidade. Tal como o amor de Deus é fiel, também o amor deles procura ser fiel; e este é criador, analogamente ao amor de Deus, pois do matrimónio surge vida nova. -> 260, 400-401, 416-417

Deus criou o ser humano à Sua Imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. Gn 1,27


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" A Igreja é chamada a proclamar a Palavra de Deus até o martírio"

2013-06-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - Como São João, a Igreja é chamada a proclamar a Palavra de Deus até o martírio. Foi o que sublinhou o Papa Francisco na Santa Missa nesta manhã, na Casa Santa Marta, na Solenidade do Nascimento de São João Batista. O Papa reafirmou que a Igreja não deve jamais conservar algo para si mesma, mas estar sempre a serviço do Evangelho.
Na missa, que foi concelebrada, entre outros, pelo Cardeal Gianfranco Ravasi, participaram um grupo de sacerdotes e colaboradores do Pontifício Conselho para a Cultura, um grupo de funcionários da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e um grupo do Serviço Filatélico e Numismático Vaticano.
No dia em que a Igreja celebra o nascimento de São João Batista, o Papa Francisco começou a sua homilia dirigindo uma saudação a todos aqueles que têm o nome de João. A figura de João Batista, disse o Papa, nem sempre é fácil de entender. “Quando pensamos em sua vida – observou o Papa -, é um profeta”, um “homem que foi grande e depois acaba como um homem pobre”. Quem é então João? Ele mesmo, disse o Papa Francisco, responde: “Eu sou uma voz, uma voz no deserto”, mas “é uma voz sem Palavra, porque a Palavra não é ele, é Outro”. Eis então, qual é o mistério de João: “Nunca se apodera da Palavra”, João “é aquele que indica, que assinala”. O “sentido da vida de João - acrescentou - é indicar outro”. O Papa Francisco, disse em seguida que chama a sua atenção o fato de que a “Igreja escolheu para a festa de São João” um período em que os dias são os mais longos do ano, “tem mais luz”. E realmente João “era o homem da luz, carregava a luz, mas não tinha luz própria, refletia a luz”. João é “como uma lua”, e quando Jesus começou a pregar, a luz de João “começou a diminuir cada vez mais”. “Voz, não Palavra - disse o Papa - luz, mas não luz própria”.
“João parece ser nada. Essa é a vocação de João, anular-se. E quando contemplamos a vida deste homem, tão grande, tão poderoso - todos acreditavam que ele era o Messias -, quando contemplamos essa vida, como se anula até a escuridão de uma prisão, contemplamos um grande mistério. Nós não sabemos como foram os últimos dias de João. Não sabemos. Sabemos apenas que ele foi morto, a sua cabeça colocada em uma bandeja, como grande presente para uma dançarina e uma adúltera. Eu acho que mais do que isso ele não podia se rebaixar, anular-se. Esse foi o fim de João”.
Na prisão, prosseguiu o Papa, João experimentou a dúvida, tinha angústia e chamou os seus discípulos para irem até Jesus e pedir-lhe: “És Tu, ou devemos esperar outro?”. “Existe a escuridão, a dor da sua vida. Nem mesmo isso foi poupado a João”, disse Francisco, que acrescentou: “a figura de João me faz pensar muito na Igreja”
“A Igreja existe para proclamar, para ser voz de uma Palavra, do seu esposo, que é a Palavra. A Igreja existe para proclamar esta Palavra até o martírio. Martírio precisamente nas mãos dos orgulhosos, dos mais soberbos da Terra. João poderia tornar-se importante, poderia dizer algo sobre si mesmo. “Mas eu creio jamais faria isso: indicava, sentia-se voz, não Palavra. O segredo de João. Porque João é santo e sem pecado? Porque, ele jamais apresentou uma verdade como sua. Ele não queria ser um ideólogo. Era o homem que se negou a si mesmo, para que a Palavra se sobressaísse. E nós, como Igreja, podemos pedir hoje a graça de não nos tornarmos uma Igreja ideologizada... "
A Igreja, acrescentou, deve ouvir a Palavra de Jesus e se fazer voz, proclamá-la com coragem. “Esta - disse - é a Igreja, sem ideologias, sem vida própria: a Igreja que é o “mysterium lunae”, que recebe a luz do seu Esposo e deve diminuir para que Ele cresça”.
“Este é o modelo que oferece hoje João para nós e para a Igreja. Uma Igreja que esteja sempre ao serviço da Palavra. Uma Igreja, que nunca tome nada para si mesma. Hoje na oração pedimos a graça da alegria, pedimos ao Senhor para animar esta Igreja no seu serviço à Palavra, de ser a voz desta Palavra, pregar essa Palavra. Vamos pedir a graça: a dignidade de João, sem idéias próprias, sem um Evangelho tomado como propriedade, apenas uma Igreja voz que indica a Palavra, e isso até o martírio. Assim seja! 

Fonte: http://www.news.va/pt/news/papa-na-solenidade-de-joao-batista-a-igreja-e-cham

Princípios cristãos para manifestações democráticas

Para se construir um País melhor não é necessário destruir o que temos agora
Por Pe. Anderson Alves
ROMA, 18 de Junho de 2013 (Zenit.org) - 
Segundo as declarações[i] de alguns organizadores dos atuais protestos no Brasil, podemos perceber que as manifestações estão sendo organizadas por grupos de profunda inspiração marxista, que julgam que o atual governo não é tão radical como deveria ser[ii]. Por isso, pretendem mudar todo o sistema, aproveitando-se de pessoas de boa vontade, que justamente querem mudanças na vida social. Assim, pessoas bem intencionadas são usadas por grupos radicais que analisam a realidade de modo dialético e que, no fundo, pretendem uma revolução violenta, popular e nada democrática. Algo de semelhante ocorre em diversos países do mundo. Como esses grupos radicais não ganham suficientes votos, pretendem impor suas ideias por meio da força de alguns “heróis” e pela manipulação emotiva das grandes massas.
Sendo assim, agem transmitindo a ideia de que farão uma manifestação pacífica, incitando os sentimentos e a boa vontade de muitos. Atraem muita gente que realmente se manifesta de modo pacífico; porém, em certo momento, acabam utilizando métodos violentos para sofrer uma justa resposta das ordens de segurança e se apresentarem como vítimas do Estado repressor. O objetivo é desestabilizar os governos e todos os partidos políticos, através da manipulação popular. Depois das manifestações passam a ideia de que a violência não era intencional, mas que foram pessoas “infiltradas” que a promoveram.
Em síntese, no atual momento devemos ter espírito crítico para averiguar se os violentos são “aproveitadores” e “infiltrados” nas manifestações, ou se são os seus mesmos organizadores, que se aproveitam do apoio popular para justificar assim suas ideias e métodos revolucionários.
De qualquer modo, sobre as manifestações populares, pode-se dizer que em todos os países democráticos existem e deve ser protegido o direito de se manifestar nas ruas: seja por meio de passeatas, seja por meio de greves. Mas isso deve ser feito com ordem. Na prática significa:
1) As manifestações públicas devem ser programadas e devem contar com a autorização do poder público. Devem ser em dia, hora e local determinados. A polícia deve estar presente para garantir o direito das pessoas se manifestarem, sem serem agredidas. Evidentemente, a polícia também não pode ser agredida e os bens públicos ou privados não devem ser destruídos ou danificados; para se contruir um País melhor não é necessário destruir o que temos agora;
2) As manifestações não podem paralizar cidades inteiras, porque os que tem o direito de protestar devem respeitar o direito de quem não quer participar. O direito de protestar não pode negar a ninguém o direito de ir e vir, por exemplo. Avenidas públicas importantes não podem ser totalmente fechadas. Não pode ser impedida a circulação de ambulâncias, da polícia, dos bombeiros ou de quem simplesmente não quer participar nos protestos. Por isso, o ideal é que esses atos ocorrram nos domingos ou feriados;
3) As greves devem ser justas e, na medida do possível, criativas, sem causar graves danos às empresas ou ao País. Na Itália, por exemplo, recentemente um grupo de pedreiros fez uma greve trabalhando um dia na reforma de praças públicas. Assim demonstravam que não falta trabalho e que os trabalhadores devem ser valorizados.
Por fim, as manifestações devem ter objetivos concretos e realizáveis. Reivindicar tudo significa o mesmo que reinvidicar nada, pois se tudo é direito, nada é direito. Em palavras mais sábias e claras: “Os direitos individuais, desvinculados de um quadro de deveres que lhes confira um sentido completo, enlouquecem e alimentam uma espiral de exigências praticamente ilimitada e sem critérios. A exasperação dos direitos desemboca no esquecimento dos deveres. Estes delimitam os direitos porque remetem para o quadro antropológico e ético cuja verdade é o âmbito onde os mesmos se inserem e, deste modo, não descambam no arbítrio. Por este motivo, os deveres reforçam os direitos e propõem a sua defesa e promoção como um compromisso a assumir ao serviço do bem. (...) A partilha dos deveres recíprocos mobiliza muito mais do que a mera reivindicação de direitos” (Papa Bento XVI, Caritas in Veritate, n. 43).

[ii] O “Movimento Passe Livre” que está organizando grandes manifestações em São Paulo tem seu estatuto publicado na internet. Dizem explicitamente que a “via parlamentar não deve ser o sustentáculo do MPL, ao contrário, a força deve vir das ruas”. Afirmam que têr como “perspectiva a mobilização dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo, retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle dos trabalhadores e da população”. Cfr.http://mpl.org.br/node/1

Falta pouco! Na contagem regressiva #jmj



Nosso coração bate cada vez mais forte com a aproximação da Jornada Mundial da Juventude. A expectativa de milhares de jovens católicos cantando e louvando a Deus na cidade do Rio de Janeiro nos enche de alegria!

Nós, como cristãos católicos somos chamados a esta grande manifestação de fé. E para participar, é preciso se inscrever. Quer saber como?

Entre no site rio2013.com/pt/inscricao. Você pode se inscrever individualmente ou adicionar pessoas na sua inscrição para formar um grupo. Depois é só escolher o pacote mais adequado pra você!

Atenção! A inscrição como peregrino da JMJ dá direito à credencial, que permite acesso à alguns eventos e à programação cultural da Jornada.

Não deixe de participar! Venha estar conosco nesse momento de testemunho da alegria que é ser de Deus.



YouCat Online - O que é a alma?





A alma é o que faz cada pessoa ser humana, isto é, o seu princípio de vida espiritual, o seu íntimo. A alma faz com que o corpo material se torne um corpo vivo e humano. Através da alma, o ser humano torna-se um ente que pode dizer "eu" e permanece diante de Deus como um indivíduo inconfundível. [362-365, 382]

Os seres humanos são corporais e espirituais. O espírito do ser humano é mais do que uma função do corpo e não se compreende a partir da composição material do ser humano. A razão diz-nos que tem de haver um princípio espiritual que esteja unido ao corpo, embora não lhe seja idêntico, e que designamos por "alma". Embora a alma não se possa "comprovar" pela ciência natural, o ser humano não se consegue entender enquanto ente espiritual sem a admissão deste princípio espiritual, que excede a matéria. -> 153-154, 163

O ser humano torna-se realmente ele mesmo quando corpo e alma se encontram em íntima unidade... Se o ser humano aspira somente a ser espírito e deseja rejeitar a carne como uma herança apenas animalesca, o espírito e o corpo perdem, então, a sua dignidade. E se ele, por outro lado, renega o espírito e consequentemente considera a matéria, o corpo, como realidade exclusiva, perde igualmente a sua grandeza. Bento XVI; Deus caritas est

A alma humana é criada diretamente por Deus, Não é "produzida" pelos pais. [366-368, 382]

A alma de uma pessoa não pode ser produto de um desenvolvimento evolutivo da matéria nem o resultado de uma fusão genética do pai e da mãe. A Igreja explica da seguinte forma o mistério de cada ser humano vindo a este mundo ser uma pessoa única e espiritual: ao ser humano Deus dá uma alma imortal, ainda que ele, pela morte, perca o seu corpo, para o reencontrar na ressurreição. Dizer «Tenho uma alma» significa afirmar: «Deus criou-me não apenas como um ente, mas como pessoa, e chamou-me a uma relação com Ele que nunca mais termina.»

O ser humano está unido a todos os seres vivos pela sua proveniência terrena, e só se torna humano através da sua alma, "insuflada" por Deus. Isso concede-lhe a sua inconfundível dignidade, mas também a sua responsabilidade única. Cardeal Christoph Schönborn (*1945 arcebispo de Viena)



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Está chegando...

A JMJ está cada vez está mais perto. Faltam apenas 39 dias!!

Esse mês se iniciou com todo vapor os treinamentos de voluntários diocesanos. Foram mais de 373 paróquias e novas comunidades.

Nesta expectativa, já encontramos aqui no Rio diversas pessoas com o desejo concreto de servir a Deus nessa Jornada. Há voluntários nacionais e internacionais construindo a JMJ há meses. 

Essa experiência vai além de um encontro com católicos de todo o mundo. Devemos experimenta-la por meio da oração. Já rezou pelos cristãos espalhados pelo mundo? Os que sofrem perseguições? 

Que por meio da oração possamos nos unir num só espírito, buscando a unidade que Cristo Jesus nos ensinou e nos chama. 


E não perca:


Nesta sexta, dia 14/06 tem Vigília dos Jovens Adoradores. Com o tema “Quem tem inscrição tem mais JMJ”, "Pois, onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração" ( Jc 12, 34). A Santa Missa será presidida pelo Padre Antônio José e a animação da noite contará com Alexandre Bastos (Comunidade Pequeno Rebanho), Olivia Ferreira (Comunidade Bom Pastor) e Bruno Camurati.






Santo Antônio de Pádua



Hoje, 13 de junho, é dia Santo Antônio de Pádua. Nascido em Lisboa e batizado como Fernando, foi ordenado sacerdote agostiniano. Encantou-se pelo ideal franciscano entrando para o convento em Coimbra, onde recebeu o nome de Antonio.
Dedicou-se a uma busca apaixonada por Deus, seu Reino e de como melhor servi-lo. Esteve sempre presente como testemunho vivo de caridade. Por estar sempre ornado pela Sagrada Escritura e por sua sólida formação teológica e doutrinal, Francisco de Assis dá-lhe o título de "episcopo meo" (= meu bispo).
Em sua vida no convento, Antonio esperava encontrar um mosteiro de paz e tranqüilidade, um estimulo a sua vocação. Porém, encontrou situações muito turbulentas. Assim também é nossa caminhada de fé. Encontramos muitos obstáculos nos estimulando a desistir, mas que tenhamos uma fé a exemplo de Santo Antonio, de servir a Deus sendo testemunho vivo de amor.

 "Por ti, Jesus, tudo deixamos e nos fizemos pobres" (Santo Antônio).

Santo Antonio de Pádua, Rogai por nós!

O namoro é um aprendizado do amor

Mas, afinal, o que é amar? O que leva muitos casamentos ao fracasso é a noção falsa que se tem do amor hoje. Há no ar uma “caricatura” do amor. Amor não egoísmo; isto é, preferência por mim, mas pelo outro. Amar não é gostar; gostamos de coisas, amamos pessoas. Se você treme de paixão diante de uma menina, e lhe diz: “eu te amo”, esteja certo de que você está mentindo, pois esta tremedeira é sinal de que você quer saciar o seu ego desejoso de prazer.
Isto não é amor, é paixão carnal, é egoísmo. Amar é muito mais do que isso, pois não é satisfazer a si mesmo. Amar não é apoderar-se do outro para satisfazer-se; é o contrário, é dar-se ao outro para completá-lo. E para isto é preciso que você se renuncie, se esqueça. Você corre o risco de, insatisfeito, querer apaixonadamente agarrar aquilo que lhe falta; e isto não é amar. Assim o amor morre nas suas mãos.
Você só começará a compreender o que é amar,  quando a sua vontade de fazer o bem ao outro for maior do que a sua necessidade de tomá-lo só para si,  para satisfazer-se. Para amar de verdade, será preciso uma longa preparação, porque somos egoístas. Se você não aprender de verdade a amar, poderá construir um lar oscilante e de paredes frágeis, que poderão não suportar o peso do telhado.
As paixões sensíveis da adolescência não são o autêntico amor, mas a perturbação de um jovem que encontra diante de si os encantos e a novidade da masculinidade ou da feminilidade. Amar é dar-se, ensina-nos Michel Quoist.
Mas para que você possa verdadeiramente dar-se a alguém, você precisa primeiro “possuir-se”. Ninguém pode dar o que não possui. Se você não se possui, se não tem o domínio de si mesmo, como, então, você quer dar-se a alguém? Como você quer amar? Amar não é “ser fisgado” por alguém,  “possuir” alguém, ou ter afeição sensível por ele, ou mesmo render-se a alguém.
Amar é, livre e conscientemente, dar-se a alguém para completá-lo e construí-lo. E isto é mais do que um impulso sensível do coração; é uma decisão da razão. Amar é uma decisão. E a decisão não é tomada apenas com o coração, empurrado pela sensibilidade. A decisão é tomada com a razão. O seu  egoísmo é o seu tirano! A autenticidade do amor se verifica pela cruz. Todo amor verdadeiro traz o sinal do sacrifício. E é através desse sinal que você identifica o verdadeiro amor e o falso. Não há amor sem renúncia. Não foi isto que Jesus nos ensinou? “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Ele mandou amar, mas amar “como Eu vos amo”. E como Ele nos amou? Até à cruz!
Prof. Felipe Aquino
 

YouCat Online - A igualdade de todo o ser humano





Todos os seres humanos são iguais na medida em que têm origem no mesmo e único amor criativo de Deus. Todos os seres humanos têm em Jesus Cristo o seu salvador. Todos os seres humanos estão ordenados a encontrar em Deus a felicidade e a eterna bem-aventurança. 




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O Evangelho deve ser anunciado com simplicidade e gratuidade


"A riqueza da Igreja é anunciar o Senhor com gratuidade" Papa Francisco



2013-06-11 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Evangelho deve ser anunciado com simplicidade e gratuidade: foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. 

Na sua homilia, o Papa se inspirou na exortação feita por Jesus aos Apóstolos para anunciar o Reino de Deus: “Não leveis ouro, nem prata, nem cobre nos vossos cintos”. O Senhor quer que o anúncio seja feito com simplicidade, disse Francisco. Aquela simplicidade que “dá lugar ao poder da Palavra de Deus”. E indicou a “palavra-chave” para o anúncio: gratuidade.

“A pregação evangélica nasce da gratuidade, da surpresa da salvação. E aquilo que eu recebi gratuitamente, devo dar gratuitamente. E desde o início era assim. São Pedro não tinha uma conta no banco, e quando teve que pagar as taxas, o Senhor o mandou pescar no mar e encontrar a moeda dentro do peixe para pagar. Filipe, quando encontrou o ministro da economia da rainha Candace, não pensou: ‘Ah, que bom, façamos uma organização para apoiar o Evangelho, porque…’ Não! Não negociou com ele: anunciou, batizou e foi embora.”

O Reino de Deus “é um dom gratuito”, disse o Papa. E sublinhou que desde as origens da comunidade cristã, esta atitude ficou sujeita à tentação. Existe a tentação, por exemplo, de buscar força para além da gratuidade, enquanto a nossa força é a gratuidade do Evangelho. Na Igreja, advertiu, isso pode criar um pouco de confusão, pois o anúncio pode parecer proselitismo, e este não é o caminho. O Senhor “nos convidou a anunciar, não a fazer proselitismo”.

Tudo é graça. Tudo. E quais são os sinais quando um Apóstolo vive esta gratuidade? São muitos, mas ressalto dois: primeiro, a pobreza. O anúncio da Evangelho deve ser feito no caminho da pobreza. O testemunho desta pobreza: não tenho riquezas, a minha riqueza é somente o dom que recebi, Deus. A gratuidade é a nossa riqueza! E esta pobreza nos salva de nos tornarmos organizadores, empreendedores... Devem-se levar avante as obras da Igreja, e algumas são um pouco complexas; mas com coração de pobreza, não com coração de investimento ou de empresário, não? A Igreja não é uma ong: é outra coisa, mais importante." 

Outro sinal, acrescentou o Papa, “é a capacidade de louvor: quando um apóstolo não vive esta gratuidade, perde a capacidade de louvar o Senhor”. Louvar o Senhor, de fato, “é essencialmente gratuito, é uma oração gratuita”
“Estes são os dois sinais do fato de que um apóstolo vive esta gratuidade: a pobreza e a capacidade de louvar o Senhor. E quando encontramos apóstolos que querem fazer uma Igreja rica e uma Igreja sem a gratuidade do louvor, a Igreja envelhece, a Igreja se torna uma ong, a Igreja não tem vida. Peçamos hoje ao Senhor a graça de reconhecer esta gratuidade: ‘do receber e do dar’. E também nós prosseguirmos na pregação evangélica com esta gratuidade.”


Alegrai-vos e exultai!

"Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós" (Mt 5, 1-12).

Nesta passagem, podemos contemplar que a infinita misericórdia de Deus nos abre diversas possibilidades para que consigamos a salvação. Jesus menciona diversos tipos de pessoas e situações de tribulação e sofrimento passados pela população que escuta seus ensinamentos, mas garante que todos eles terão seus clamores e súplicas atendidas e alcançarão o Reino.
Que alegria!! A medida que conhecemos Sua Palavra e fortalecemos nossa vida de oração, temos como herança o Reino dos Céus. Mesmo com tantas dificuldades, devemos nos alegrar e exultar, pois assim como os santos e santas de Deus sofreram para alcançar o céu, nós também sofremos. Mas nossa recompensa é grande e não nos será tirada.
 Que possamos nos esforçar a cada dia para que nossa vida seja uma manifestação dessa alegria de saber que temos a salvação reservada para nós!

Sagrado Coração de Jesus

Hoje celebramos o dia do Sagrado Coração de Jesus. Esta celebração é importante, porque conduz à essência do cristianismo, à pessoa de Jesus  manifestado  no mistério mais íntimo do seu ser. 
O coração sempre foi considerado como o centro vivo da pessoa, a morada dos sentimentos, dos afetos, do amor. Como São João nos fala: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo seu filho único, para que vivamos por ele. Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu filho para expiar os nossos pecados”  (I Jo, 4, 9-10).
Jesus é a personificação desse amor. Quando Deus envia o seu filho, esse amor se materializa. Jesus se apresenta como a imagem (visível) do Deus invisível.
O coração de Jesus é o lugar de onde transborda a misericórdia. Para compreender melhor esse amor, basta entrar nesta via de acesso já aberta pela lança do soldado que é o Sagrado Coração de Jesus: “a entrada é acessível: Cristo é a porta.  Também pra você foi aberta a porta quando o lado de Jesus foi aberto com uma lança... Daqui escolhe para donde você possa entrar” (Santo Agostinho, Discurso 311, 3,3). 
Que através deste dia em que comemoramos esta santa devoção, possamos nos consagrar a essa via de amor que ainda permanece aberta a nós!

Sagrado Coração de Jesus , nós temos confiança em vós !

Catequese do Papa Francisco – 05/06/2013

Catequese do Papa Francisco - 05/06/2013
CATEQUESE

Praça São Pedro
Quarta-feira, 5 de junho de 2013
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de concentrar-me sobre a questão do ambiente, como já tive oportunidade de fazer em diversas ocasiões. Também sugerido pelo Dia Mundial do Ambiente, promovido pelas Nações Unidas, que lança um forte apelo à necessidade de eliminar os desperdícios e a destruição de alimentos.
Quando falamos de ambiente, da criação, o meu pensamento vai às primeiras páginas da Bíblia, ao Livro de Gênesis, onde se afirma que Deus colocou o homem e a mulher na terra para que a cultivassem e a protegessem (cfr 2, 15). E me surgem as questões: O que quer dizer cultivar e cuidar da terra? Nós estamos realmente cultivando e cuidando da criação? Ou será que estamos explorando-a e negligenciando-a? O verbo “cultivar” me traz à mente o cuidado que o agricultor tem com a sua terra para que dê fruto e esse seja partilhado: quanta atenção, paixão e dedicação! Cultivar e cuidar da criação é uma indicação de Deus dada não somente no início da história, mas a cada um de nós; é parte do seu projeto; quer dizer fazer o mundo crescer com responsabilidade, transformá-lo para que seja um jardim, um lugar habitável para todos. Bento XVI recordou tantas vezes que esta tarefa confiada a nós por Deus Criador requer captar o ritmo e a lógica da criação. Nós, em vez disso, somos muitas vezes guiados pela soberba do dominar, do possuir, do manipular, do explorar; não a “protegemos”, não a respeitamos, não a consideramos como um dom gratuito com o qual ter cuidado. Estamos perdendo a atitude de admiração, de contemplação, de escuta da criação; e assim não conseguimos mais ler aquilo que Bento XVI chama de “o ritmo da história de amor de Deus com o homem”. Porque isto acontece? Porque pensamos e vivemos de modo horizontal, estamos nos afastando de Deus, não lemos os seus sinais.
Mas o “cultivar e cuidar” não compreende somente a relação entre nós e o ambiente, entre o homem e a criação, diz respeito também às relações humanas. Os Papas falaram de ecologia humana, estritamente ligada à ecologia ambiental. Nós estamos vivendo um momento de crises; vemos isso no ambiente, mas, sobretudo, no homem. A pessoa humana está em perigo: isto é certo, a pessoa humana hoje está em perigo, eis a urgência da ecologia humana! E o perigo é grave porque a causa do problema não é superficial, mas profunda: não é somente uma questão de economia, mas de ética e de antropologia. A Igreja destacou isso muitas vezes; e muitos dizem: sim, é certo, é verdade… mas o sistema continua como antes, porque aquilo que domina são as dinâmicas de uma economia e de uma finança carentes de ética. Aquilo que comanda hoje não é o homem, é o dinheiro, o dinheiro, o dinheiro comanda. E Deus nosso Pai deu a tarefa de cuidar da terra não ao dinheiro, mas a nós: aos homens e mulheres, nós temos esta tarefa! Em vez disso, homens e mulheres sacrificam-se aos ídolos do lucro e do consumo: é a “cultura do descartável”. Se um computador quebra é uma tragédia, mas a pobreza, as necessidades, os dramas de tantas pessoas acabam por entrar na normalidade. Se em uma noite de inverno, aqui próximo na rua Ottaviano, por exemplo, morre uma pessoa, isto não é notícia. Se em tantas partes do mundo há crianças que não têm o que comer, isto não é notícia, parece normal. Não pode ser assim! No entanto essas coisas entram na normalidade: que algumas pessoas sem teto morram de frio pelas ruas não é notícia. Ao contrário, a queda de dez pontos na bolsa de valores de uma cidade constitui uma tragédia. Um que morre não é uma notícia, mas se caem dez pontos na bolsa é uma tragédia! Assim as pessoas são descartadas, como se fossem resíduos.
Esta “cultura do descartável” tende a se transformar mentalidade comum, que contagia todos. A vida humana, a pessoa não são mais consideradas como valor primário a respeitar e cuidar, especialmente se é pobre ou deficiente, se não serve ainda – como o nascituro – ou não serve mais – como o idoso. Esta cultura do descartável nos tornou insensíveis também com relação ao lixo e ao desperdício de alimento, o que é ainda mais deplorável quando em cada parte do mundo, infelizmente, muitas pessoas e famílias sofrem fome e desnutrição. Um dia os nossos avós estiveram muito atentos para não jogar nada de comida fora. O consumismo nos induziu a acostumar-nos ao supérfluo e ao desperdício cotidiano de comida, ao qual às vezes não somos mais capazes de dar o justo valor, que vai muito além de meros parâmetros econômicos. Recordemos bem, porém, que a comida que se joga fora é como se estivesse sendo roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome! Convido todos a refletir sobre o problema da perda e do desperdício de alimento para identificar vias que, abordando seriamente tal problemática, sejam veículo de solidariedade e de partilha com os mais necessitados.
Há poucos dias, na festa de Corpus Christi, lemos a passagem do milagre dos pães: Jesus dá de comer à multidão com cinco pães e dois peixes. E a conclusão do trecho é importante: “E todos os que comeram ficaram fartos. Do que sobrou recolheram ainda doze cestos de pedaços” (Lc 9, 17). Jesus pede aos discípulos que nada seja perdido: nada desperdiçado! E tem este fato das doze cestas: por que doze? O que significa? Doze é o número das tribos de Israel, representa simbolicamente todo o povo. E isto nos diz que quando a comida vem partilhada de modo igualitário, com solidariedade, ninguém é privado do necessário, cada comunidade pode satisfazer as necessidades dos mais pobres. Ecologia humana e ecologia ambiental caminham juntas.
Gostaria então que levássemos todos a sério o compromisso de respeitar e cuidar da criação, de estar atento a cada pessoa, de combater a cultura do lixo e do descartável, para promover uma cultura da solidariedade e do encontro. Obrigado.

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Jesus, o Filho de Deus, é o ser humano verdadeiro por excelência. 
N'Ele reconhecemos o que Deus pretende do ser humano.


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Hipocrisia é linguagem de corruptos

2013-06-04 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Os cristãos não usam uma linguagem “socialmente educada”, tendente à hipocrisia, mas são porta-vozes da verdade do Evangelho com a mesma transparência das crianças. Este foi o ensinamento proposto por Francisco na homilia proferida na manhã desta terça-feira, 04, na Capela da Casa Santa Marta. 

A cena evangélica do tributo a César e do questionamento de fariseus a Cristo sobre a legitimidade daquele tributo forneceu ao Papa a ocasião de continuar a reflexão feita já na homilia desta segunda-feira, 03. A intenção com que se aproximam de Jesus é a de “fazê-lo cair na armadilha”. 

“Quando perguntam, com palavras macias, açucaradas, se é lícito ou não pagar impostos a César, eles tentam demonstrar-se amigos, mas é tudo falso!” – prosseguiu o Papa, explicando que “eles não amam a verdade, mas somente a si mesmos e assim, tentam enganar, envolver os outros na mentira. Têm o coração mentiroso, não podem dizer a verdade”. 

É esta a linguagem da corrupção, da hipocrisia. Quando Jesus diz a seus discípulos, diz que seu modo de falar deve ser ‘sim, sim’ ou ‘não, não’, porque a hipocrisia não fala a verdade, porque a verdade não está nunca sozinha: está sempre com o amor. Não há verdade sem amor”. 

A linguagem que parece ser “persuasiva”, insistiu Papa Francisco, leva ao erro e à mentira. O Pontífice lembrou que “aqueles que pareciam tão amáveis com Jesus foram os mesmos que na quinta-feira à noite o pegaram no Jardim das Oliveiras e o levaram sexta-feira a Pilatos”. Na sequência, Francisco observou: 
E a docilidade que Jesus quer de nós não tem nada a ver com esta adulação, com este modo ‘açucarado’ de ir avante. A docilidade é simples; é como a de uma criança, e as crianças não são hipócritas, porque não são corruptas”. 

Outra consideração avançada pelo Papa foi a “fraqueza interior, estimulada pela vaidade”, que faz com que “gostemos quando alguém fala bem de nós”. “Os corruptos sabem disso e usando esta linguagem, tentam nos enfraquecer”: 
Pensando bem: nós falamos a verdade, com amor, ou falamos aquela ‘língua social’ de sermos educados, de dizer coisas bonitas, mas que não sentimos? Que o nosso falar seja evangélico, irmãos! Os hipócritas que começam com a adulação acabam procurando falsas testemunhas para acusar quem haviam adulado. Hoje, peçamos ao Senhor que o nosso modo de falar seja simples, como o de filhos de Deus, que falam com a verdade do amor”. 


Fonte: http://www.news.va/pt/news/francisco-hipocrisia-e-linguagem-de-corruptos-cris

Os grandes esquecidos

2013-06-03 L’Osservatore Romano
O pensamento do Papa Francisco na manhã de segunda-feira 3 de Junho dirigiu-se ao predecessor João XXIII – um «modelo de santidade» definiu-o – para recordar o cinquentenário da sua morte, mas também e sobretudo para relançar o seu  testemunho num tempo em que até na Igreja há quem escolhe a estrada da corrupção e não a do amor como resposta ao dom de Deus para o homem.  O Pontífice já tinha frisado o testemunho da santidade na oração inicial da missa em Santa Marta.
Durante a homilia, o Papa Francisco quis partilhar com os participantes algumas  reflexões sobre o evangelho de Marcos (12, 1-12). «Penso – disse – nas três figuras de cristãos na Igreja: os pecadores, os corruptos e os santos. Dos pecadores não é preciso falar muito, porque todos nós somos tais. Conhecemo-nos a partir de dentro e sabemos o que é um pecador. E se algum de nós não se sente assim, deve fazer uma consulta com o médico espiritual: algo não funciona». O Santo Padre deteve-se mais sobre a figura dos corruptos. Na parábola evangélica, explicou, Jesus fala do amor grande do proprietário de uma vinha, símbolo do povo de Deus: «Ele chamou-nos com amor, protege-nos. Mas dá-nos a liberdade, dá-nos todo este amor «emprestado». É como se nos dissesse: Preserva e protege o meu amor como eu te protejo. É o diálogo entre Deus e nós: proteger o amor. Tudo começa com este amor».
Depois, os trabalhadores aos quais a vinha foi confiada «sentiram-se fortes, autónomos de Deus», explicou o Santo Padre, e «apropriaram-se daquela vinha e perderam a relação com o dono da vinha: os patrões somos nós!  E quando alguém vai retirar a parte da colheita  que  cabe  ao patrão, insultam-no, matam-no». Isto significa perder a relação com Deus, já não sentir a necessidade «daquele patrão». Isto fazem os «corruptos, os que eram pecadores como todos nós, mas deram um passo em frente»:  «consolidaram-se no pecado e não sentem necessidade de Deus». Ou pelo menos, iludem-se que não o sentem porque – explicou o bispo de Roma   –  «no código genético  há esta relação com Deus. E como não a podem negar, constroem um deus especial: eles mesmos».
Eis quem são os corruptos. E «este é um perigo também para nós: tornarmo-nos corruptos. Existem nas comunidades cristãs e fazem muito mal. Jesus fala aos doutores da lei, aos fariseus, que eram corruptos. E diz-lhes que são sepulcros caiados. E nas comunidades cristãs os corruptos são assim. Diz-se: Ah, é um bom cristão, pertence a tal  confraria; é bom, é um de nós. Mas não: vivem para si mesmos. Judas começou como pecador avaro e acabou na corrupção. A estrada da autonomia é perigosa. Os corruptos são grandes esquecidos, esqueceram este amor com o qual o Senhor fez a vinha, fez cada um deles. Cortaram as relações com este amor. E tornaram-se adoradores de si mesmos. Quanto mal fazem os corruptos nas comunidades cristãs! O Senhor nos liberte de cair na estrada da corrupção!».
Mas na Igreja há também  santos: que obedecem ao Senhor, adoram o Senhor, não perderam a memória do amor com o qual o Senhor fez a vinha.
«Peçamos hoje ao Senhor a graça de nos sentirmos pecadores, mas não corruptos. E a graça de continuarmos na estrada da santidade».